Se configura tão difícil, hoje, o ato de derramar uma lágrima, que é posto não ter espaço para sentimentalismos em minha nova vida. E não me incomoda ter consciência das necessidades emocionais do ser humano, que também são minhas, e me distanciar delas. Por fora, condiz com o que esperam de uma mocinha, risinhos, sorrisinhos, beleza moldada, por dentro a rocha, que finalmente eu consegui estruturar, depois de tantos anos formando camada por camada, feito as cebolas, camada por camada. Finalmente eu atinge meu objetivo, me sinto tão melhor, embora eu pensasse jamais conseguir suplantar a minha natureza, porque sentimentalizar sempre foi parte do que eu sou, mas agora não o é. Tomo conhecimento das relações emocionais adversas na família, na profissão, na universidade, nas amizades, nos relacionamentos, agrupo tudo, processo, analiso e expurgo. Logo, não é lamento o que digo, mas sim o registro da condição que é própria, meu apanágio.
Happy End!
sexta-feira, 30 de março de 2012
É dando que se recebe.
Em geral, ditados populares não se aplicam. Nunca vi ninguém dar dinheiro à ninguém e receber o dito de volta. Aliás, nem quando você empresta dinheiro, ele volta tão rápido quanto foi. E se fosse só dinheiro, esse papel que vale e, ao mesmo tempo, não vale nada com coisa alguma, não haveria problema.
O triste disso, é saber que o amor com amor não se paga, o mesmo posso dizer de todo sentimento bom que alguns ainda carregam. Não é com esse sentimento que a vida devolve sorrindo para esses poucos alguns.
Já vi pancada dada ser muito bem recebida e devolvida. Quando se trata de violência, não é preciso dar para receber, ela tem sido gratuita, não é de hoje. O insulto também é devolvido de bate-pronto. As pessoas nem respiram para dizê-lo à altura. É um ciclo vicioso, que poderia ser virtuoso.
Entretanto, é dando a cara para bater, que você recebe a verdade das coisas. Quando você dá seu rostinho lindo à tapa, o mundo não exita em te meter a mão. Então, você reconhece a realidade nua e crua. É dando, pensando em receber, que muita garota por aí perde a vergonha na cara. É dando cesta básica que político recebe voto, aqui o ditado se efetiva, literalmente.
O "dando que se recebe" é desleal. Repare em todas as situações que você já o empregou e vai entender que o sujeito que dá, nunca é o que recebe. Logo, o ditado deveria mudar para "é dando que você fica sem", seria uma boa saída.
As pessoas são solidárias e recebem ingratidão.
Os homens são bons e recebem maldade.
As mulheres são fiéis e recebem traição.
Os advogados são justos e recebem injustiça.
Jesus deu o sangue e vem recebendo ofensas a perder de vista.
Coisas desse tipo enfraquecem a conduta social que convencionamos. Tudo se perdeu. Estamos ofertando um buraco vazio e recebendo um outro ainda mais profundo.
O triste disso, é saber que o amor com amor não se paga, o mesmo posso dizer de todo sentimento bom que alguns ainda carregam. Não é com esse sentimento que a vida devolve sorrindo para esses poucos alguns.
Já vi pancada dada ser muito bem recebida e devolvida. Quando se trata de violência, não é preciso dar para receber, ela tem sido gratuita, não é de hoje. O insulto também é devolvido de bate-pronto. As pessoas nem respiram para dizê-lo à altura. É um ciclo vicioso, que poderia ser virtuoso.
Entretanto, é dando a cara para bater, que você recebe a verdade das coisas. Quando você dá seu rostinho lindo à tapa, o mundo não exita em te meter a mão. Então, você reconhece a realidade nua e crua. É dando, pensando em receber, que muita garota por aí perde a vergonha na cara. É dando cesta básica que político recebe voto, aqui o ditado se efetiva, literalmente.
O "dando que se recebe" é desleal. Repare em todas as situações que você já o empregou e vai entender que o sujeito que dá, nunca é o que recebe. Logo, o ditado deveria mudar para "é dando que você fica sem", seria uma boa saída.
As pessoas são solidárias e recebem ingratidão.
Os homens são bons e recebem maldade.
As mulheres são fiéis e recebem traição.
Os advogados são justos e recebem injustiça.
Jesus deu o sangue e vem recebendo ofensas a perder de vista.
Coisas desse tipo enfraquecem a conduta social que convencionamos. Tudo se perdeu. Estamos ofertando um buraco vazio e recebendo um outro ainda mais profundo.
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quinta-feira, 22 de março de 2012
O feminismo radical e a ausência da figura masculina
A teoria feminista, com certeza, trouxe muitos benefícios quanto à liberdade de expressão da mulher na sociedade e sua forma de exercer, hoje, o seu papel social.
Contudo, vamos observar as seguintes hipóteses:
1) MORTE: perder a figura masculina (pai) por morte;
- morrer na guerra é heroico, morrer em nome de um país é símbolo de honra;
- morrer acometido de doença grave, depois de anos de contribuição familiar, social e cidadã é louvável, é o curso da vida;
- morrer por acidente, embora triste, deixa suspensa a ideia de que ele vivia e fazia viver dentro do seu papel social;
Estes três casos de ausência da referência masculina dentro da família tem sua carga emocional inata, e de certa forma, dão permanência à vida deste homem depois de não mais existir fisicamente, seu legado continua na cultura familiar. E os membros dessa entidade assumiram, como melhor conseguirem, o controle, o buraco deixado pela ausência desse membro importante da instituição social primária que é a família, e essa vaga aberta, é preenchida pela mãe. A falta continua, porém sem grandes problemas, salvo havendo filhos homens, eles possam encontrar referencial masculino em outro integrante da família ou círculo social, tais como tios, professores, primos, avô e amigos e pais de amigos próximos, mas isso é outro assunto, este texto se atenta à relação feminismo x ausência masculina.
2) ESCOLHA: perder a figura masculina (pai) por escolha dele em partir;
- o pai se ausenta porque quer;
- porque o amor pela mãe acabou, e ele entende que o amor pelos filhos e pela mãe é o mesmo, então se ausenta;
- porque cansou de "brincar" de casinha, não tem preparo para exercer sua função dentro da família;
- porque não se apega a padrões sociais e não acredita na concepção familiar como fundamento;
- porque não sabe, nem foi ensinado a exercer seu papel e nem o quer aprender e fazer;
Os membros dessa família, que tem a ausência masculina dada nas citadas circunstâncias, não tem um legado incentivador claro, uma vez que, acontecimentos que suscitam nesse fim, a partida do pai, sempre são carregados de dissidências, e isso interfere não só na percepção das filhas, mas da mãe que terá de assumir uma posição, não representada anteriormente pelo esposo, ela fica sem modelo direto, mas possui o modelo indireto dentro desse contexto, que é a figura masculina do próprio pai, desta mãe de hoje, inserida numa nova família: a sua, que rompeu o padrão inicial de concepção familiar. Essa mulher terá de lidar com o dual, ausência do pai e não entendimento da partida do mesmo, e pelo olhar feminista radical, esse pai pode ser eliminado do processo, incentivando o pensamento de que para a mulher o homem enquanto agente, não lhe faz falta.
E se, nessa mesma família, as adversidades se abaterem violentamente, como é tendência desde sempre, haja visto que conflitos e problemas são sempre iminentes, tais como: o desemprego, 0 desamparo social, o desapego amoroso por parte de outros homens, o preconceito, dificuldades financeiras, educacionais, e profissionais, a fragilidade feminina que por si só tende a aumentar em dadas circunstâncias, e todos os outros pormenores oriundos da mulher que fazem estremecer as bases, se apresentem? A mãe, mesmo símbolo de fortaleza, como aquela que tudo suporta também caí e precisa do apoio dessa figura que partiu. Partiu, sem se lamentar ou preocupar com a parte que ficara para trás, e que não tem onde recompor e buscar alicerces para solucionar tais questões, alicerces esses, que ele para ela deveria prover.
Não há nenhum centavo para ajuda monetária, não há um olhar cúmplice de pai e esposo, não há uma palavra de autoridade e parceria que incentive a automotivação dessas mulheres (mães e filhas), e o feminismo quer ainda quer suplantar o papel masculino, porque dele não se tem necessidade prioritária.
E agora, essa mulheres são viúvas e órfãs de homem e pai vivos e até presentes na mesma casa, mas insensíveis quanto à própria função, contudo Deus preenche cada lacuna, mas não cega à necessidade de analisar a questão.
Não se trata de viver sob o jugo ou não dos homens, nem de obter deles riquezas materiais advindas do trabalho árduo dos mesmos, nem de sobressair a eles, mas sim reconhecer que ele, o homem, é necessário como agente transformador social ativo dentro da instituição familiar e suas relações tanto quanto a mulher o é.
Um homem pode retornar todos os dias do trabalho para sua casa com pouco ou muito lucro nos bolsos (assim, como a mulher) obtidos pelo honroso trabalho que exerce fora de casa, isso não fará a menor diferença, ela se fará no quanto dos recursos materiais e afetivos (emocionais) ele está disposto a compartilhar quando envolve as mulheres da sua família com braços fortes, como esposo, pai, protetor, provedor, e principalmente, homem, que exerce sua função social familiar com amor, sem jamais desampará-las, quaisquer sejam os caminhos que a vida impor.
Quem foi o sábio ou sábia que entendeu, ou pensou o feminismo como uma saída, uma porta aberta para que o homem abandonasse o seu papel? Quem?
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sexta-feira, 16 de março de 2012
Dela veio o nosso preferido
Porque eu deveria odiá-la? Se é dela o "Dom da Vida"? E através dele, ela, colocou no mundo o meu amor. Então, não posso outra coisa se não amá-la, porque se ela não houvesse, eu jamais amaria!
E não há razão para a sociedade que tanto a discrimina, num machismo infundado, pois não se ganha uma inimiga, mas uma outra mãe, um alguém mais para amar, tanto quanto já amamos a nossa própria, que será amanda grandemente por aquele que amamos, afinal também pela nossa, que existimos e podemos então ser, para sermos amadas.
E se eles, nenhum, existissem, que faríamos nós? E se o mundo só deles fosse, nenhuma de nós, nem as mães, nem as filhas haveriam. Logo, se extinguiria a raça, se acabaria o mundo, sem amor.
Porque ele, o amor, só se configura com a nossa existência, que é permitida através delas, nossas mães, que depois serão mães de nossos preferidos, sem laços de sangue, mas de afeição. E assim também o farão as nossas, que amaram a eles, de forma como a nós, elas amam.
Então, não há outra maneira que se possa aprender a amar e vivenciar o amor, se não pelos incentivos das progenitoras de nossa casa, e das casas alheias, pois, na perpetuação do homem a se espalhar pela Terra, é de responsabilidade delas o feito, porque nenhum outro o poderia assumir, e por isso devem ser reverenciadas, pois se dessa dádiva, todas nós desistissemos: quem seria hoje o alvo do meu amor, e quem seria amanhã o alvo do amor de minha filha ou de meu filho?
Estaríamos condenados à solidão, até a morte. Então, não repudie a mãe do outro, porque esse outro pode ser o outro a quem tanto se espera, por toda uma vida.
Imagem:dralexandrefaisal.blog.uol.com.br
E não há razão para a sociedade que tanto a discrimina, num machismo infundado, pois não se ganha uma inimiga, mas uma outra mãe, um alguém mais para amar, tanto quanto já amamos a nossa própria, que será amanda grandemente por aquele que amamos, afinal também pela nossa, que existimos e podemos então ser, para sermos amadas.
E se eles, nenhum, existissem, que faríamos nós? E se o mundo só deles fosse, nenhuma de nós, nem as mães, nem as filhas haveriam. Logo, se extinguiria a raça, se acabaria o mundo, sem amor.
Porque ele, o amor, só se configura com a nossa existência, que é permitida através delas, nossas mães, que depois serão mães de nossos preferidos, sem laços de sangue, mas de afeição. E assim também o farão as nossas, que amaram a eles, de forma como a nós, elas amam.
Então, não há outra maneira que se possa aprender a amar e vivenciar o amor, se não pelos incentivos das progenitoras de nossa casa, e das casas alheias, pois, na perpetuação do homem a se espalhar pela Terra, é de responsabilidade delas o feito, porque nenhum outro o poderia assumir, e por isso devem ser reverenciadas, pois se dessa dádiva, todas nós desistissemos: quem seria hoje o alvo do meu amor, e quem seria amanhã o alvo do amor de minha filha ou de meu filho?
Estaríamos condenados à solidão, até a morte. Então, não repudie a mãe do outro, porque esse outro pode ser o outro a quem tanto se espera, por toda uma vida.
Imagem:dralexandrefaisal.blog.uol.com.br
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Conhece-te a ti mesmo
Sócrates, filosofo grego, registrou na história a intrigante e sábia afirmação: - Conhece-te a ti mesmo. E o que é conhecer-se, se não ir ao encontro de sua própria alma. E também foi ele quem antes de morrer disse: - A alma existe.
Então, Sócrates entendia que o homem é feito de corpo e alma inseparáveis. Que um do outro não se pode apartar. Que não há um ou outro, que não seja na unidade de estarem um no outro, assim sendo únicos.
Essa parte do desconhecido, tão íntima, é protegida por nós com ousadia, sem saber que o fazemos. Estamos em defesa constante de nossa alma. Evitamos que nos tirem a vida, para que não se perca no vácuo universal, nossa alma. A queremos em nós e lutamos com ardor para que fique conosco, para que não se vá.
A maioria de nós, desconhece o destino da alma, após soprar a última nota da valsa particular. Nos provoca temor infindo, que tentamos negar, preenchendo as lacunas desse conflito com as banalidades cotidianas.
Porém, essa aflição tem fim para aqueles cuja alma já encontrou conforto, e esse conforto só vem dos braços de pai e mãe, como quando crianças indefesas esperávamos pelo colo, para que nos confortasse os mimos, ante os conflitos da aprendizagem do crescer.
Assim, também o é nossa alma, que só se conforta quando da descoberta da verdade, e tal verdade, a verdadeira, só encontramos nos braços do Pai, aquele que de generoso e justo, nos permitiu existir e ser, o Nosso Pai.
Então, eu rogo pela saúde das almas, no vasto grupo em que também me encontro, que se faça saudável nossa alma, que ela se conforte na verdade das palavras de Deus, que é o caminho a verdade e a vida! Porque também Dele veio o desejo e o feito de que Sócrates, um dia, intrigasse a todos na Grécia e no mundo das antigas civilizações, ao dizer que a alma existe. Porque nela há, além da existência, também um punhado de Deus.
Então, Sócrates entendia que o homem é feito de corpo e alma inseparáveis. Que um do outro não se pode apartar. Que não há um ou outro, que não seja na unidade de estarem um no outro, assim sendo únicos.
Essa parte do desconhecido, tão íntima, é protegida por nós com ousadia, sem saber que o fazemos. Estamos em defesa constante de nossa alma. Evitamos que nos tirem a vida, para que não se perca no vácuo universal, nossa alma. A queremos em nós e lutamos com ardor para que fique conosco, para que não se vá.
A maioria de nós, desconhece o destino da alma, após soprar a última nota da valsa particular. Nos provoca temor infindo, que tentamos negar, preenchendo as lacunas desse conflito com as banalidades cotidianas.
Porém, essa aflição tem fim para aqueles cuja alma já encontrou conforto, e esse conforto só vem dos braços de pai e mãe, como quando crianças indefesas esperávamos pelo colo, para que nos confortasse os mimos, ante os conflitos da aprendizagem do crescer.
Assim, também o é nossa alma, que só se conforta quando da descoberta da verdade, e tal verdade, a verdadeira, só encontramos nos braços do Pai, aquele que de generoso e justo, nos permitiu existir e ser, o Nosso Pai.
Então, eu rogo pela saúde das almas, no vasto grupo em que também me encontro, que se faça saudável nossa alma, que ela se conforte na verdade das palavras de Deus, que é o caminho a verdade e a vida! Porque também Dele veio o desejo e o feito de que Sócrates, um dia, intrigasse a todos na Grécia e no mundo das antigas civilizações, ao dizer que a alma existe. Porque nela há, além da existência, também um punhado de Deus.
segunda-feira, 5 de março de 2012
O homem casou com um homem e os dois tiveram uma filha legal
Acabei de assistir na TV, uma matéria sobre a conquista, de um casal homossexual masculino, de registrar sua filha, nascida através de reprodução assistida. Amparados legalmente, a menina está agora registrada em cartório com os sobrenomes de seus dois pais.
Abstraindo das questões do 3° terceiro sexo, preconceito, religião, mudança de estrutura familiar e de comportamento, eu fico matutando: por que as uniões homossexuais masculinas legais ou não, duram mais ao longo do tempo?
Não quero defender, acusar, nem privilegiar nenhuma dessas instituições, das novas às antigas, Hetero, bi, homo... cada um escolhe seu prefixo e eu não tenho nada a ver com isso.
Mas os homens, independente de sua orientação sexual, já trazem dentro de si, na mente, no sangue, não sei onde uma obstinação por objetivos e conquistas, os atingindo em grupo ou separados, embora a preferência seja realizar as coisas sozinhos, no melhor eu estilo: eu posso, eles tem foco inabalável, determinante do sucesso de cada um deles, em todas as áreas da vida.
A prova está aí, os caras tem uma filha! De fato, os dois, juntos. Se isso não for foco, determinação e mente estratégica para lutar contra corrente, eu não sei o que é!
Logo, você tem dois homens, pensando como homens, com algumas diferenças casuais e causais, mas ainda são duas mentes orientadas a objetivos, que se respeitam como Alfas que são, fazendo as devidas adaptações.
Logo essa união pode ser uma máquina de resultado, até nas questões emocionais, dificéis de lidar. Toda meta ali será atingida, tudo tem grande possibilidade de execução, todo objetivo poderá ser cumprido com sucesso. Foco constante.
Agora reflitam! Qual é o casal heterosexual que consegue estabelecer um objetivo comum, e com ações e estratégias viáveis, para atingir este objetivo, "correm juntos" sem se desvincular da meta final a ser atingida, sem se distrairem com elementos externos alheios a seus objetivos, brigas idiotas, demonstrações machistas ou feministas, e contornando todas as adversidades que qualquer sociedade nos coloca a todo momento, alcança o sucesso ou dura mais de 2 anos no contexto atual? Raros, poucos e melhores que somente bons.
Agora tenho outra pergunta: Por quê?
Vou continuar pensando a respeito.
Abstraindo das questões do 3° terceiro sexo, preconceito, religião, mudança de estrutura familiar e de comportamento, eu fico matutando: por que as uniões homossexuais masculinas legais ou não, duram mais ao longo do tempo?
Não quero defender, acusar, nem privilegiar nenhuma dessas instituições, das novas às antigas, Hetero, bi, homo... cada um escolhe seu prefixo e eu não tenho nada a ver com isso.
Mas os homens, independente de sua orientação sexual, já trazem dentro de si, na mente, no sangue, não sei onde uma obstinação por objetivos e conquistas, os atingindo em grupo ou separados, embora a preferência seja realizar as coisas sozinhos, no melhor eu estilo: eu posso, eles tem foco inabalável, determinante do sucesso de cada um deles, em todas as áreas da vida.
A prova está aí, os caras tem uma filha! De fato, os dois, juntos. Se isso não for foco, determinação e mente estratégica para lutar contra corrente, eu não sei o que é!
Logo, você tem dois homens, pensando como homens, com algumas diferenças casuais e causais, mas ainda são duas mentes orientadas a objetivos, que se respeitam como Alfas que são, fazendo as devidas adaptações.
Logo essa união pode ser uma máquina de resultado, até nas questões emocionais, dificéis de lidar. Toda meta ali será atingida, tudo tem grande possibilidade de execução, todo objetivo poderá ser cumprido com sucesso. Foco constante.
Agora reflitam! Qual é o casal heterosexual que consegue estabelecer um objetivo comum, e com ações e estratégias viáveis, para atingir este objetivo, "correm juntos" sem se desvincular da meta final a ser atingida, sem se distrairem com elementos externos alheios a seus objetivos, brigas idiotas, demonstrações machistas ou feministas, e contornando todas as adversidades que qualquer sociedade nos coloca a todo momento, alcança o sucesso ou dura mais de 2 anos no contexto atual? Raros, poucos e melhores que somente bons.
Agora tenho outra pergunta: Por quê?
Vou continuar pensando a respeito.
E o seu carro, já roubaram?
É incrível como o índice de roubo/furto de veículos, assim como, o índice de outros fatos semelhantes a este, só aumentam. Em São Paulo, o índice de roubo de carro em Janeiro/2012, subiu em relação à Janeiro/2011. Ninguém consegue parar a escala da violência.
Quando conversamos com as pessoas, no dia-a-dia, seja no trabalho, num papo informal na padaria ou na escola do seu filho, conhecemos ali, ao menos uma pessoa que já foi assaltada ou sofreu algum tipo de violência urbana, fruto da vida em grandes cidades.
Me sinto num filme, não em um daqueles bobocas, onde as pessoas passeiam no Central Park (Parque do Ibirapuera), mas em filmes daqueles bons mesmo de ver, contudo filmes perigosos de vivenciar. Cidadão Kane, de 1941, dirigido por Orson Welles, é um deles. Vivemos sitiados e, vigiados e cerceados. A priore deveríamos ter segurança, através da vigilância do Estado, em cima de quem fere as leis e normas de conduta estabelecidas pela União, mas quem fica mesmo de olho na gente são os bandidos.
Acabamos forçados a representar uma papel que não é nosso. Trabalhamos como estrategistas da polícia secreta, estudando e aplicando diversas técnicas a fim de sermos invisíveis e incógnitos. Que saída eficaz e inteligente: paliar!
Quando conversamos com as pessoas, no dia-a-dia, seja no trabalho, num papo informal na padaria ou na escola do seu filho, conhecemos ali, ao menos uma pessoa que já foi assaltada ou sofreu algum tipo de violência urbana, fruto da vida em grandes cidades.
Me sinto num filme, não em um daqueles bobocas, onde as pessoas passeiam no Central Park (Parque do Ibirapuera), mas em filmes daqueles bons mesmo de ver, contudo filmes perigosos de vivenciar. Cidadão Kane, de 1941, dirigido por Orson Welles, é um deles. Vivemos sitiados e, vigiados e cerceados. A priore deveríamos ter segurança, através da vigilância do Estado, em cima de quem fere as leis e normas de conduta estabelecidas pela União, mas quem fica mesmo de olho na gente são os bandidos.
Acabamos forçados a representar uma papel que não é nosso. Trabalhamos como estrategistas da polícia secreta, estudando e aplicando diversas técnicas a fim de sermos invisíveis e incógnitos. Que saída eficaz e inteligente: paliar!
Mudança de Atitude
(Hunter, James C.; O Monge e o Executivo – Uma história sobre a essência da liderança, Rio de Janeiro: Sextante, 2004, 139 páginas;)
O título de James C. Hunter, trata da história de um empresário que passa um breve período em um monastério e se dispõe a participar de todas as atividades que lhe são propostas. Inserido nesse ambiente que prega um novo conceito de autoridade, o empresário reconhece sua insistência em viver conforme velhos hábitos, e a vence à medida que descobre a importância de distinguir poder e liderança.
Em 2009, quando li O Monge e o Executivo, não o fiz por obrigação acadêmica, mas motivada pela curiosidade em saber o que de tão diferente havia nesse livro. E minha surpresa, na época, foi o fato de eu já acreditar que a liderança deveria ser exercida como no modelo proposto por Hunter, mesmo antes de conhecer a teoria do autor.
Três anos após a primeira leitura, agora por necessidade acadêmica, li novamente um dos títulos mais famosos sobre como liderar pessoas, e a ideia continua clara para mim, embora, por vezes, durante a segunda leitura, tenha tido a sensação nítida de utopia, mesmo sendo a mensagem perfeitamente aplicável e, acima de tudo, necessária.
Hunter, quando diz que poder é forçar e coagir, descreve o comportamento nas organizações da velha escola do Capitalismo, que não se aplica às organizações modernas, onde, aqueles que delas participam não aceitam os desmandos antes suportados e exigem um líder como exemplo e não um símbolo de poder! Por essa razão, além da definição oferecida por Hunter, há que se considerar que a liderança vai além de uma habilidade: é uma conquista obtida pela própria conduta.
O verdadeiro líder não manda, pede. Mandar é a manifestação dos velhos hábitos de gestão, baseados em autoridade cega, demonstrado graficamente pela pirâmide, por vezes, inflexível, com grau de importância definido no processo produtivo, elencando valor maior ou menor a quem nela está inserido, dependendo da posição que ocupa no organograma, porém todas as posições são de igual importância e valor. A tendência é diminuir os degraus da pirâmide e porque não, a nivelar.
Esse velho paradigma da autoridade, questionado em O Monge e o Executivo, não atende às necessidades humanas elencadas por Maslow. Ele suprime a autoestima e sufoca a autorrealização. Quando começamos a servir para sermos servidos, a pirâmide se inverte, e as atenções devidas são dispensadas de acordo com prioridades, não só de mercado, mas também de garantir um ambiente saudável e humano, para a longevidade da organização. Todos precisam estar satisfeitos.
Gosto da citação de Vince Lombardi, o primeiro treinador campeão do Super Bowl, apontada no capítulo 4, “O Verbo”, dedicado à ação, à mudança de atitude: "Não tenho necessariamente que gostar dos meus jogadores e sócios, mas como líder, devo amá-los. O amor é lealdade, o amor é trabalho de equipe, o amor respeita a dignidade e a individualidade. Esta é a força de qualquer organização",Vince Lombardi.
Esta é a essência da liderança: o amor; através dele, mudar nossa atitude, e, assim, nos tornarmos, todos servidores uns dos outros por um objetivo maior que beneficie a todos.
O título de James C. Hunter, trata da história de um empresário que passa um breve período em um monastério e se dispõe a participar de todas as atividades que lhe são propostas. Inserido nesse ambiente que prega um novo conceito de autoridade, o empresário reconhece sua insistência em viver conforme velhos hábitos, e a vence à medida que descobre a importância de distinguir poder e liderança.
Em 2009, quando li O Monge e o Executivo, não o fiz por obrigação acadêmica, mas motivada pela curiosidade em saber o que de tão diferente havia nesse livro. E minha surpresa, na época, foi o fato de eu já acreditar que a liderança deveria ser exercida como no modelo proposto por Hunter, mesmo antes de conhecer a teoria do autor.
Três anos após a primeira leitura, agora por necessidade acadêmica, li novamente um dos títulos mais famosos sobre como liderar pessoas, e a ideia continua clara para mim, embora, por vezes, durante a segunda leitura, tenha tido a sensação nítida de utopia, mesmo sendo a mensagem perfeitamente aplicável e, acima de tudo, necessária.
Hunter, quando diz que poder é forçar e coagir, descreve o comportamento nas organizações da velha escola do Capitalismo, que não se aplica às organizações modernas, onde, aqueles que delas participam não aceitam os desmandos antes suportados e exigem um líder como exemplo e não um símbolo de poder! Por essa razão, além da definição oferecida por Hunter, há que se considerar que a liderança vai além de uma habilidade: é uma conquista obtida pela própria conduta.
O verdadeiro líder não manda, pede. Mandar é a manifestação dos velhos hábitos de gestão, baseados em autoridade cega, demonstrado graficamente pela pirâmide, por vezes, inflexível, com grau de importância definido no processo produtivo, elencando valor maior ou menor a quem nela está inserido, dependendo da posição que ocupa no organograma, porém todas as posições são de igual importância e valor. A tendência é diminuir os degraus da pirâmide e porque não, a nivelar.
Esse velho paradigma da autoridade, questionado em O Monge e o Executivo, não atende às necessidades humanas elencadas por Maslow. Ele suprime a autoestima e sufoca a autorrealização. Quando começamos a servir para sermos servidos, a pirâmide se inverte, e as atenções devidas são dispensadas de acordo com prioridades, não só de mercado, mas também de garantir um ambiente saudável e humano, para a longevidade da organização. Todos precisam estar satisfeitos.
Gosto da citação de Vince Lombardi, o primeiro treinador campeão do Super Bowl, apontada no capítulo 4, “O Verbo”, dedicado à ação, à mudança de atitude: "Não tenho necessariamente que gostar dos meus jogadores e sócios, mas como líder, devo amá-los. O amor é lealdade, o amor é trabalho de equipe, o amor respeita a dignidade e a individualidade. Esta é a força de qualquer organização",Vince Lombardi.
Esta é a essência da liderança: o amor; através dele, mudar nossa atitude, e, assim, nos tornarmos, todos servidores uns dos outros por um objetivo maior que beneficie a todos.
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sábado, 3 de março de 2012
Todo ano é seu Marcelo!
FELIZ ANO VELHO, Paiva, Marcelo Rubens, 71° edição - Ed: Brasiliense (232 páginas;)
A primeira edição saiu, em 1982, ano em que nasci. Não há importância nisso, mas achei interessante a coincidência. Acabei de ler Feliz Ano Velho, este livro é bom, muito bom. Bom mesmo!
Luis Travassos diz no prefácio: "A tua história está transada de um jeito putamente terno, bem-humorado, erótico e sedutor, o que, aliás, e a sua maneira de ser" (p.09). Eu gostaria de ter dito isso.
Durante a leitura me deu uma vontade de beijar o Marcelo, enquanto ele estava na UTI, não sei dizer porquê. De repente, é porque ele está muito bonitinho na foto da capa, ou, pela força de vontade dele em pensar tanta bobagem, quando só mexia a cabeça e mais nada. E mais, sair de lá e escrever um livro. Me senti um pouco Nana. Quem não beijaria o Marcelo na boca, com a cabeça que ele tem? Ele poderia ser meu pai pela idade que tem, mas não é! Uma puta cagada, isso sim, mergulhar naquele lago raso foi uma bela de uma cagada, o resultado dela (o livro) não.
O pai, Rubens Paiva sumiu durante o regime militar brasileiro, a mãe sofreu as penas e o Marcelo escreveu assim:
"Chegará o dia de quem desapareceu com Rubens Paiva, assim como chegará o dia dos que desapareceram com vinte mil na Argentina, porque esses desapareceimentos têm o mesmo significado. O sadismo de alguns imbecis que apenas por vestirem fardas e usarem armas se acham no direito divino de tirar a vida de uma pessoa, pelo ideal egoísta de se manter no poder" (PAIVA, 1982, p. 65).
Diminuiu a quantidade de mortes? Talvez, sim, não sei. Mas o sadismo só aumentou, trocaram a farda pelo terno, escravizam o corpo indiretamente e a mente descaradamente. Esse é o nosso mundo. E pensar que tudo isso saiu da cachola arrebentada do Marcelo, que sentia uma coceira na cabeça e uma dor terrível na barriga durante a internação.
Quando se está no hospital, a realização é muito simples. Fiquei um mês e quarenta e cinco dias, indo e vindo do hospital Brasil, quando minha avó internou em meados de, 2011. E eu só pensava em voltar para casa e dormir. O Marcelo só pensava em dormir: "Ia dormir por alguns instantes, mas o suficiente para recarregar a bateria, já que outro dia viria pra me pirar" (p.71). É exatamente isso, os dias dentro do hospital são de pirar qualquer um.
Ele diz sempre se apaixonar por musas. "Aliás, isso é uma tremenda fraqueza minha: sempre me apaixono pelas musas, isto é, as mais desejadas do colégio" (p.74). Um romântico. Ele conta que ensaiava técnicas para conquistar garotas com o Richard. Que sabia do seu olhar profundo, e que o seu sorriso lindo ficava a cargo da descrição das meninas.
Marcelo fala de São Paulo, com um jeito particular de olhar as coisas. Como quem é de dentro, mas veio de fora, diferente de como nós paulistas falamos da paulistada (da gente mesmo). Toda vez que estou em São Paulo, preciso suspirar, da mesma forma que respirar, é involuntário, acho que é paixão.
Um cara musicista, musical e musicalizado: "Brinquei com o Cassy pra ele se preparar, pois estava surgindo um novo movimento musical chamado Paulistália (uma mistura de Tropicália com paulista canalha)" (p.130).
O Marcelo comentou do ABC, escreveu sem abreviar São Bernardo do Campo, "[...] um líder sindical em São Bernardo do Campo, que saia quase todos os dias no Jornal Nacional" (p.141). A cidade em que morei a vida toda, na boca do Marcelo Rubens Paiva, que emoção.
Um jovem potilicamente ativo, e essa conduta vai durar a vida toda. Se dizia, em FELIZ ANO VELHO, ingênuo: "É a minha mentalidade ingênua e ignorante das teorias revolucionárias da esquerda (Lenin, Trotsky, Marx...)" (p.143). Eu já quis mudar o mundo com a mesma visão do Marcelo, ainda quero, mas agora de um jeito diferente, o meu! Acho que ele também pensa assim.
Além de apaixonante, divertido e honesto, Feliz Ano Velho é didático, bucólico e politizado.
(Trilha para O Marcelo: CLARITY, John Mayer)
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