quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Hino ao Amor Cristão

" 1 Eu poderia falar as línguas
que são faladas na terra e até no céu,
mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam
como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.

2 Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus,
ter todo o conhecimento,
entender todos os segredos
e ter tanta fé, que até poderia tirar
as montanhas do seu lugar,
mas, se não tivesse amor, eu não seria nada.

3 Poderia dar tudo o que tenho
a té mesmo entregar o meu corpo para ser queimado,
mas, se não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.


4 Quem ama é paciente e bondoso.
Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.

5 Quem ama não é grosseiro nem egoísta;
não fica irritado, nem guarda mágoas.

6 Quem ama não fica alegre quando alguém
faz uma coisa errada,
mas se alegra quando alguém faz o que é certo.

7 Quem ama nunca desiste,
porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.


8 O amor é eterno.
Existem mensagens espirituais,
porém elas durarão pouco.
Existe o dom de falar em línguas estranhas,
mas acabará logo.
Existe o conhecimento,
mas também terminará.

9 Pois os nossos dons de conhecimento
e as nossas mensagens espirituais são imperfeitos.

10 Mas, quando vier o que é perfeito,
então o que é imperfeito desaparecerá.

11 Quando eu era criança,
falava como criança, sentia como criança
e pensava como criança.
Agora sou adulto,
parei de agir como criança.

12 O que agora vemos é como uma imagem imperfeita
num espelho embaçado,
mas depois veremos face a face.
Agora o meu conhecimento é imperfeito,
mas depois conhecerei perfeitamente,
assim como sou conhecido por Deus.

13 Portanto, agora existem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor.
Porém a maior delas é o amor."

1 Coríntios:13.1,13

No último dia deste ano de 2010, a única coisa que desejo a todos sem separação, do conhecido aos desconhecido, aos que amo e aos que nem tanto, (risos). Desejo somente, o maior amor que já existiu, que existe e para todo sempre existirá:

O Amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Que a graça de Deus esteja convosco. Amém.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

SAUDADE

"Então, eu vou falando com você até te esquecer. E não fazer mais diferença, a sua voz com a minha."

SAUDADE
sau.da.de
sf (lat solitate) 1 Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. 2 Nostalgia.

Fonte: michaelis.uol.com.br

Parece simples, quando está no dicíonário. Um privilégio da Língua Portuguesa. Faço uso indiscriminado dela, quando não sei explicar bem o que acontece com os pensamentos. Sinto somente.

Tenho aquela saudadinha dos amigos, que se resolve fácil e praticamente, só mandar um recado, falar um oi e acenar freneticamente com o lenço branco da memória, dizendo:

- Estou aqui, viu! Não se acanhe em me procurar.

Tenho aquela saudade do Michaelis, nostálgica, daquilo que não tem volta. É finito, acabado. Este tipo passa logo, vem como flashback, fica tudo preto-e-branco, depois você acorda e percebe que é feliz de qualquer jeito, e você diz para si mesmo:

- Esquece o que passou. Relaxa!

Tenho agora, aquela saudade diferente do que diz o Michaelis. Porque não é nada distante, não foi embora de nenhum lugar. Não passou. Ainda não passou. Mas já esteve tão mais perto, tão perto, tão perto que chegou a confundir um no outro, de tão semelhante que é. Tão encaixado que fica, quando se vê. Agora também, é só pegar um tróleibus, um metrô e tá lá. Incrível!

E aconteceu coisa pacas, coisa boa, coisa ruim. Telefonema de noite, de tarde e de manhã. Briga, trabalhada, tudo em seu perfeito estado de respeito. Tipo, rola uma compreensão. Rola uma saudade de todas as miudezas, que não resolve com nada. Porque não basta só aquele oi, aquela ligação de 3 minutos, aquele lenço branco da memória não ajuda muito nessa hora.

Tenho saudade das 24 horas de sensação, da sua presença na minha espreita. Eu sabia que você viria sempre, tinha que vir, era sua obrigação. De noite rolava um ligação para falar sobre tudo que aconteceu no dia, para falar nada, para mudar de assunto e falar coisas gostosas. Sei lá, porque a gente se falava tanto. Quase casamento, que você vê a pessoa tanto que não enjoa, ou até enjoa, mas não consegue ficar longe. De tão bom que é estar perto, mesmo calado quietinho observando a respiração, a forma como mexe as mãos, como olha de soslaio, o sorriso rasgado, isso mesmo rasgado, é assim o sorriso do qual sinto falta. De dividir a coca-cola e contar todos os problemas, todas as desilusões de amor, todos os erros, suas separações, minhas decepções. E depois de toda a conversa que acabava, era hora de falar travessuras e fazer traquinagem com os momentos vazios, atormentar a rotina do outro, importunar só para se fazer presente, no sentido de:

- Hey, me olha caramba! Me vê.

Cantar refrão de música brega, olhar pelo vidro sujo e sorrir. Ajudar a limpar o que derramou. Tacar pedra para me acordar na hora da cesta. Me irritar, me chamar de bravinha para me ver fuzilar. Proibiram a gente de se falar. Olha onde a gente chegou. E olhando bem de perto não chegou a lugar algum.

Eu falo muito de você, sei que você fala de mim. Tem dia que tenho certeza do meu ódio, outros do meu amor, e quando fica insuportável a saudade, tenho certeza que é amizade mesmo, porque gosto mesmo de te ver sorrir. Não de te pegar. Quer dizer também gosto de pegar, desde que você esteja sorrindo ( risos ). Não quero outras coisas, nenhuma delas, embora ninguém queira acreditar, nem você. A saudade é só uma desculpa para a falta da sua companhia, do perdão por todas as coisas. É a primeira vez, que tenho saudade de verdade. Sinto falta daquilo que realmente existe.