sábado, 26 de setembro de 2009

Virtual

E com as mãos no teclado, sinto que estou tocando em você!

domingo, 20 de setembro de 2009

Feliz Desaniversário!!!

Desejo a você, toda a felicidade do mundo!
E espero sinceramente, que você possa ser feliz,
tanto quanto eu gostaria que fosse.
Tanto quanto, eu gostaria de ser.
Espero, mais uma vez, sinceramente,
que você nunca mude.
Mas espero ainda, que se abram os seus olhos,
antes que seja tarde.
E que você possa encontrar
o verdadeiro amor,(como um dia, eu encontrei)
e não tenha medo dele, (como um dia, você já teve).
E acredito ainda que você será amado,
por suas conquistas: carreira, família, amigos e talvez, filhos.
Sua vida vai ser um sucesso.
E tenho cá pra nós, que a sua fé vai aumentar mais e mais,
e mais e mais, você será protegido como tem sido,
durante todos esses anos.
Feliz Desaniversário!
Que os anos não apaguem as boas lembranças que você viveu,
antes de ser feliz para sempre!
Feliz Desaniversário!
Por tudo aquilo que vai ser enterrado na memória,
quando a sua felicidade chegar!
Feliz Desaniversário!
Porque quando for de fato, o seu dia,
eu não lhe direi nada além de um simples parabéns!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Melhor ouvir que ser surdo

Alguém pode me dizer o quê é previdente?
Assistindo ao jogo Corinthians e Curitiba, já não funcionando bem da cabeça, com sono e com fome, mas ainda mais com vontade de desabafar. Ouvi a palavra previdente, numa frase qualquer, onde foi dito algo tipo, atitude previdente. O contexto não importa, mas doeu em meus ouvidos.
Na curiosidade louca de saber, se havia ali, um erro ( coisa pouco provável na voz de Kleber Machado, eu acho) ou uma palavra escabrosa, e se alguém ou alguma coisa pode me dar essa resposta, voei no dicionário.
Corri pra net, teclei correndo no pai de todas as dúvidas, mano Google: Michaelis, português, previdente.

PRE.VI.DEN.TE - adj m+f (lat praevidente)
1 Que prevê ou antevê.
2 Acautelado, prudente; previsor.

Não é que existe mesmo, esse palavrão chamado previdente. Que vergonha, por um segundo fiz um julgamento e até pensei: _ Meu Deus, cada coisa que inventam! É melhor ouvir isso, que ser surdo. Que vergonha!!
Mas como comentário sem embasamento não tem validade. Eu confio no pai dos burros. Mais uma palavra com sinônimos, armadilhas e infinidades da Língua Portuguesa. Nem tudo que cai bem aos ouvidos, deve ser dito. E vice-e-versa.
Numa atitude previdente, eu preferi me calçar. E eu achava que era atitude preventiva.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

VII

E naquele dia, Anna sentiu o gosto da felicidade nos lábios. Tudo quase perfeito, senão fossem as perfídias prosas saídas da sua boca, que mais parecia um anágua, porque a boca estava tão escondida nas próprias palavras, que parecia debaixo de uma saia. Quase não falava coisa que prestasse, só bobagem. E sem perceber feriu Lizandro com suas maldades, suas injúrias, não deixou que se manifestasse o amor. O insultou, o impeliu. Anna nem sabia, jogava fora tudo o que tanto queria, por tanto tempo e ao alcance das mãos, escapou. E Lizandro insistia no resgate da sua consciência, consciência que o lembrava de Anna, nos tempos de universidade. E ele dizia quieto em seu pensamento, que Anna continuava a pessoa dedicada, dócil, alegre e vivaz, de sempre. Apesar de dar-te na cara com palavras secas, duras e definitivas. Um buraco no chão, Anna pisou, o corpo tombou, Lizandro pegou o ar com suas mãos, Anna caíra para o lado errado. Lizandro imagina, antes tivesse caído em meus braços, tomados de vergonha, mudam de assunto, se tocam de leve os antebraços. O que queriam, abraços.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Falar, por que?

Confesso que escrevo demais, eu devia falar tudo, mas não, prefiro escrever. Estou enjoada das minhas palavras, esse discurso cansado, repetido. E tenho vergonha na cara para admitir, não coragem para declarar. Tome minhas respostas, ou que sejam, perguntas.
Não sei quem está no seu caminho, quem vai raptá-lo, outra vez, de mim. Ou apaixonar-te, como já foi visto.
E você me fez feliz, feliz, feliz, feliz, feliz, tanto ,tanto, tanto, tanto .....
com meia dúzia destas mesmas palavras. Eu quase posso vê-lo balbuciar nosso chameguinho, aquele flerte.
Quem será agora no seu pensamento?
E fica a lacuna, uma porta entre aberta dos tempos vividos, um espasmo. Você é meu fantasma preferido.
E estou viciada em Nando Reis, já perdi a conta de quantas vezes, essas notas sopraram no meu ouvido, feito martelada na alma. É como se ele sentisse um pouco do que sinto, dissesse tudo o que quero dizer. Acho que o Nando Reis conhece você!

E toda vez é feito despedida, vem a voz do adeus e sobra arriscar a esperança no acaso, ou no destino. Coincidências não existem.

" Grita que você me quer. Que eu te quero também. "

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Benjamim, de Chico Buarque de Holanda.

Não sei explicar, mas de repente, me deu aquela necessidade de justificar o que é Anna Setta. Esse nome veio na minha cabeça do nada. Joguei no Google para encontrar homônimos e achei, não muitos, mas preferi não vasculhar mais. Só sei que foi aleatório e involuntário, escolher tal nome.
Porque comecei escrever pedaços desconexos de uma história qualquer? Talvez embalada pela história de Benjamim, de Chico Buarque. Uma história circular, ácida, que te leva a lugares tão comuns, que chega a doer. Te rasga o peito tão forte, que na hora dá medo de acontecer contigo, qualquer dia desses, algo parecido. Porque é cotidiana e torrente. Emocionei-me. Ressenti-me. Chorei. Devorei as páginas, às pressas, esperando por solução, e coloquei nas folhas amarelas do papel linha d´água minhas angústias, juntas de Benjamim. Estamos, os dois sem resposta, até agora. Não sei que hora, voltará Lizandro ou Castana Beatriz. Genialidade de Chico, então ficamos a esperar.

VI

Anna Setta não se continha de alegria, sua vontade era dizer: - Te amo, seu idiota! Uma difícil tarefa controlar-se para não pular em seus braços. Como fazem as noivas nos casamentos para serem carregadas até a cama. Anna precisava se controlar, contudo estava confusa, depois de tão breve encontro na festinha da faculdade, saudadosos estavam os veteranos, não espera estabelecer um diálogo, mesmo que virtual, com Lizandro, um homem frio e até então, desprovido de sentimento, na visão de Anna.
Mas aconteceu. Os dias foram passando, eles continuamente se cortejando em frente a tela do computador durante horas. Tocando de leve em seus assuntos perdidos, em suas relíquias, nas lembranças. Atiçando a memória de um jeito nunca feito, e uma vontade de "se ver", como em Eduardo e Mônica (Legião Urbana) tomou conta. Foram tantas madrugadas imaginando o perfume de Lizandro, se entranhando nos microchips, na linha telefônica e nessa praga do progresso, o MSN. Então depois de tão longa espera, que pareceu a Anna um século, se viram.
E estabeleceram uma distância tórrida, um vácuo, mas se abraçaram, e se beijaram, falando coisas do desejo.

V

Faz poucos dias o destino presenteou Anna, com a sombra de Lisandro. Acabaram por se encontrar, e não é nenhuma novidade, que Anna acertou suas flechas na palavras erradas e nas horas mais impróprias, não tem trava na língua essa garota. Lizandro estava diferente, solícito, carinhoso, atento, desprovido de proteção, ativo e vulnerável. Anna jamais o virá dessa forma, principalmente diante dela. E foi um dia lindo, uma noite linda e nada de mais aconteceu, exceto um beijo na testa que valeu todos esses anos de separação. Anna recorre a esse encontro toda vez que fica ressentida, e pensa no fim do amor e no fim da vida. E então ao lembrar dos olhos de Lizandro, da mão enlaçada, da vontade que estavam vivendo, de estarem juntos apenas naquele momento, Anna tem vida novamente.

IV

Anna Setta viu Lisandro, engordar e emagrecer através das fotos, nesses últimos nove anos. Certa época, fez questão de esquecê-lo. Pensou até que estava enterrado na memória. Anna sabe exatamente o dia, a hora e a cor de roupa que usava, quando o viu pela primeira vez. Eles se conhecem bem, é o que pensam. Anna sempre tem a sensação, que se o encontrasse novamente, aos 40 anos de idade, ciente de suas nádegas caídas de velhice, ela se esqueceria disso e voltaria no tempo, como se estivesse com vinte e poucos anos e sem pudor nenhum.
Lisandro é um mistério estupendo, não fala muito, ou quase nada, mas sempre vem, salta nos sonhos de Anna, com seu corpo acabrunhado, com músculos de atleta, ao mesmo tempo, franzino. Debaixo de um chuveiro vagabundo. Mentira, não frequentam lugares vagabundos, são simples, mas sempre ajeitados. Os dois tem uma leve queda pela classe que não pertencem. E todo encontro é um furacão.

III

Anna Setta, quem é você? Sempre apontando para o lado errado das coisas. Entre suas escolhas, fica sempre com as absurdas, inerentes a sua vontade. O mal de Anna tem nome, é Lisandro. Como naquele livro de Shakespeare. Anna gosta demais desse livro e de Willian Shakespeare também. Lisandro é todo errado com seu jeito certinho de fazer tudo e não fazer nada. Ele tem a chave libertadora para Anna, ele a faz se mover no tempo de forma metabólica, uma digestão da cabeça aos pés, tremendo os segredos mais profundos da sua alma. Anna perde o controle, mas ela gosta mesmo é de controlar.

II

Todas as manhãs está no ponto de ônibus da Praça. Paulista está sempre naquele ritmo apavorado. Ela olha as mulheres empinadas no salto-alto e sonha com o dia que deixará para trás seu velho par de tênis, e finalmnte será respeitada. Completou o curso superior há alguns anos, prefere não falar muito sobre ele, tem uma recorrente sensação de fracasso. Embora tenha estudado em uma das mais conceituadas universidades que o mercado oferece. Seu atual emprego não é importante, não paga bem, e não a leva a lugar algum. Não tem perspectiva de carreira e nada além de um dissídio chinfrim. Sofre com a manutenção do maquinário, que a deixa como um operário, tirando todo o seu brilho de mulher e destruindo suas mãos. Anna é fissurada em mãos, pés e barriga. Agora, ela sonha em falar novos idiomas. Inglês, espanhol, francês e italiano. E ela quer viajar por todos os lugares que o tempo e o seu salário lhe permitirem, lugares de sol, de praia, de vento, lugares de mato, chuva, frio e neve ficam por último em sua lista. Anna adora fazer listas, mas não tem muitos projetos a curto prazo, e almeja coisas do imaginário popular brasileiro, como a casa própria.
Uma grande lista de poucos itens e muito longo prazo. Ela escreve suas listas, seus poemas, seus desabafos, e adora ler todo tipo de livro que aparecer, e neles realiza quase tudo que precisa, menos uma coisa.

Casos de Anna Setta

I

Anna Setta é uma garota provinciana, com educação de monastério, convento ou algo parecido. Típica boazinha, piedosa e cuidando das pequenezas humanas que todos desprezam, ela cresceu. Sua família é quase de televisão, ela conversa com Deus todos os dias, ou quase todos e sente vergonha porque Ele sabe dos seus pecados. Ela pede perdão e pede também por se livrar da tentação. Quase uma freira, senão fosse uma alegria debochada que Anna carrega para todo lado onde vai. E a malícia e esperteza das coisas, que sua mãe sempre faz questão de fazê-la aprender para evitar os erros que destroem a vida aos poucos e bem cedo. Ela tem um sorriso largo, aberto, ás vezes tropeça no som dessa risada e engasga. Me intriga um nome com dois Ns e dois Ts, serão quatro formas de existir, ou duas tão iguais que são diferentes? Anna Setta é feliz demais, exceto quando não é.