quarta-feira, 2 de setembro de 2009

VI

Anna Setta não se continha de alegria, sua vontade era dizer: - Te amo, seu idiota! Uma difícil tarefa controlar-se para não pular em seus braços. Como fazem as noivas nos casamentos para serem carregadas até a cama. Anna precisava se controlar, contudo estava confusa, depois de tão breve encontro na festinha da faculdade, saudadosos estavam os veteranos, não espera estabelecer um diálogo, mesmo que virtual, com Lizandro, um homem frio e até então, desprovido de sentimento, na visão de Anna.
Mas aconteceu. Os dias foram passando, eles continuamente se cortejando em frente a tela do computador durante horas. Tocando de leve em seus assuntos perdidos, em suas relíquias, nas lembranças. Atiçando a memória de um jeito nunca feito, e uma vontade de "se ver", como em Eduardo e Mônica (Legião Urbana) tomou conta. Foram tantas madrugadas imaginando o perfume de Lizandro, se entranhando nos microchips, na linha telefônica e nessa praga do progresso, o MSN. Então depois de tão longa espera, que pareceu a Anna um século, se viram.
E estabeleceram uma distância tórrida, um vácuo, mas se abraçaram, e se beijaram, falando coisas do desejo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário