Já ouvi dizer, que um pé na bunda te empurra para frente.
Que, às vezes, é como chutar cachorro morto.
Que chega uma hora na vida, que é melhor não fazer nada.
Que só acaba, quando termina.
Mas eu não sei o que está acontecendo de verdade. Não sei, se é o conjunto das coisas, uma lição de Deus, um castigo por erros do passado. Eu nem sei, se realmente o que acontece hoje, tem relação com o passado.
E se tiver, não tem mais jeito?
A única certeza, é que está virado de cabeça para baixo, vou tentar colocar a cabeça nos meus próprios pés, para ver direito. Porque está tão baixo que está aparecendo os fundos, como diz minha avó. A vida me deu o gosto, que eu quero que ela tenha, e me arrancou da boca, a boca, o pirulito, o doce, como se rouba de uma criança.
Às vezes, me sinto assim, como criança, cheia de sonhos. E o tempo correndo lá fora parece não me atingir, mas atinge, atinge em cheio e tem horas quase mata, ou parece matar.
Eu quero desistir, mas não sei para onde leva o fim, então desisto. A vontade de seguir ainda domina os sentidos, os lúcidos e os loucos. E não posso parar, mas queria, não posso, mas quem sabe poderia.
Me sinto fraca, às vezes! Dura tão pouco esta sensação, que nem parece que existiu. A fraqueza é efêmera como a felicidade.
É como diz a canção:
Leave tonight or live and die this way.
Partir está noite ou viver assim e morrer. - Tracy Chapman (Fast Car)
E me pergunto que decisão tomar, não tenho muito para onde ir. Se partir esta noite, para onde eu iria? E se eu ficar, vou viver assim e morrer? Porque já não me satisfaço com o que vejo, já não me contento com o que sinto, quero tomar conta do incontrolável. E com esta impotência, preciso aprender a viver!
Se fosse só o emprego que não vem, mas tem muitas coisas que não vem. Eu só sinto o cheiro, que passou bem perto, passa perto ainda, quase esbarra em mim. É como ter um pesadelo, tentar agarrar algo no meio do nada e a poeira resvalar nas suas mãos e sumir. É estranho.
Tá tudo virado. Sem direção. Ainda não descobri o significado dos acontecimentos. Eles significam mesmo algo? Imagino, quase sempre, que tudo não passa de um monte de nada, é por isso que parece um monte de coisas, porque são muitos nadas, todos juntos.
E o que a gente quer?
Be someone!!
Ser alguém, alguém que importe, alguém que tenha valor, alguém que seja amado, alguém especial, alguém de quem se orgulhar. Mas por ter a insatisfação quase inerente ao que se vive, vivemos de olhos vendados, vivemos daquilo que a carne pode sentir, nos alimentamos das horas que passam, das notas de grana qua guardamos nos bolsos, nos fartamos da futilidades e inutilidades mundanas. E ainda assim, não nos acostumamos com o destino. Estamos sempre suspeitando das evidências.
Eu não sei o que faço, eu não sei o que fazer. Deus sabe, mas eu não sou Deus, Só Ele sabe, espero que um dia Ele resolva me contar, como faz pra seguir em frente, como faz para mudar tudo que está em volta, mudar tudo que está por dentro?
Porque para eu fazer diferente, só sendo outra pessoa!!!
Ainda me emociono com as canções que ouço no rádio, ainda me encanto com o sorriso dos pequenos, ainda fico hipnotizada por olhos do tipo jabuticaba, ainda faço tantas coisas. Dou risada de piadas sem a mínima graça, assisto o futebol. Me decepciono com pouca coisa, acho que sou um ET. Isto é mais que motivo, para achar que está tudo de cabeça para baixo, mesmo. Eu não acredito em Et´s.
Ouçam esta música, como eu ouviria, com o coração apertado por tudo. Acho que tem a ver com muitas das nossas frustrações, esperanças e recomeços.
http://www.youtube.com/watch?v=Orv_F2HV4gk
p.s: Este é mais um texto da nossa Coleção Desabafo 2011.
Fiquem ligados nas próximas edições.
terça-feira, 12 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Jogando Xadrez
" Escrevi isto, em 26 de novembro de 2002, são quase 10 anos atrás. Não coloquei 9 anos para não quebrar o impacto do número 10, já que são quase 10 anos mesmo.
Nada mudou para que este texto perdesse a validade, aliás, está mais atual que nunca. Divirtam-se."
Durante a vida, temos que realizar muitas jogadas. Feito um xadrez. Existe a morte, o stand by e a evolução. Um erro não é corrigido assim tão fácil. As jogadas erradas vão nos fazer perder muitas vezes. Esse xadrez maravilhoso da vida, ainda vai levar de mim muitos amigos e trazer outros.
Alguns amigos serão sugados pela fraqueza, para um mundo de sombras e de dores profundas, como agulhas perfurando uma veia. Outros deixarão minha presença por circunstâncias da vida, novos caminhos que se seguem, lados opostos, novas casas, novos vizinhos. Alguns irão se afundar em lágrimas e se esconderão do mundo. Outros casaram. Tragédias e alegrias transbordadas irão levar e trazer grandes amigos. Eternos amigos, novas famílias que serão agregadas da minha para sempre.
É preciso glorificar esse sentimento de força, que carrega as pessoas pelos anos que se passam. Não importa quantos cruzarão o tabuleiro, a sombra dessa imagem ficará. A lembrança, às vezes, é algo mórbido, mas na maioria delas, reluz com sorrisos largos. Então, cada quadrado negro do tabuleiro se transforma. Cada jogada está marcada entre o abismo e a glória. Quadros brancos e negros, quadros de alegria e de tristeza. E vamos cruzando o tabuleiro.
Por isso, enxergar através do que os olhos vêem, é fundamental para valorizar de verdade cada um nesse jogo perigosíssimo. Nem sempre suas opiniões sobre os outros estarão certas e não há nada de mal em perguntar para as próprias antes de errar sobre elas. Nem sempre o que disserem a você terá sentido. Nem sempre as expectativas serão correspondidas. Não há nada de mal em esperar, com tanto que você saiba buscar! Sem julgar, sem desacreditar, apenas confiando e admirando as diferenças.
Eu paro para pensar nas atitudes das pessoas, percebo motivos óbvios para que hajam assim. É simplesmente uma jogada necessária para garantir uma felicidade mútua. Alguém joga para forçar você jogar, senão tudo pára. E o jogo acaba.
Então nesse jogo de xadrez, que não tem diferença nenhuma do verdadeiro jogo, nós nunca saberemos o que existe na cabeça do outro, por mais que queiramos ou precisemos saber, nunca descobriremos. Como no xadrez, a calma e presteza, a paciência e a lógica e em muitas vezes, a ousadia, trarão nossas vitórias. Tudo é uma questão de percepção, começar a entender as grandes dores e alegrias como grandes jogadas da vida. Cada um de nós joga como rei e rainha, temos nossos piões a superar.
A grande descoberta é que você nunca jogará sozinho. A companhia dos amigos, as viagens, as festas, as bebedeiras, as gargalhadas e qualquer coisa mínima que seja, compartilhada, te levam para o caminho certo. O amor que impera entre as pessoas, pais, filhos, irmãos, te levam para o caminho certo. O amor próprio, o respeito e a coragem, te levam para o caminho certo. O sol das manhãs, aquela música, o ar fresco, as coisas simples e naturais te levam para o caminho certo. Não importa quantas vezes você irá errar.
Eu aprendi uma coisa nesses poucos anos de xadrez. A liberdade está em cada um de nós, basta compreender, basta querer consolidar o bem. É só querer vivenciar e libertar o amor que cada um de nós tem pela vida. Só.
Nada mudou para que este texto perdesse a validade, aliás, está mais atual que nunca. Divirtam-se."
Durante a vida, temos que realizar muitas jogadas. Feito um xadrez. Existe a morte, o stand by e a evolução. Um erro não é corrigido assim tão fácil. As jogadas erradas vão nos fazer perder muitas vezes. Esse xadrez maravilhoso da vida, ainda vai levar de mim muitos amigos e trazer outros.
Alguns amigos serão sugados pela fraqueza, para um mundo de sombras e de dores profundas, como agulhas perfurando uma veia. Outros deixarão minha presença por circunstâncias da vida, novos caminhos que se seguem, lados opostos, novas casas, novos vizinhos. Alguns irão se afundar em lágrimas e se esconderão do mundo. Outros casaram. Tragédias e alegrias transbordadas irão levar e trazer grandes amigos. Eternos amigos, novas famílias que serão agregadas da minha para sempre.
É preciso glorificar esse sentimento de força, que carrega as pessoas pelos anos que se passam. Não importa quantos cruzarão o tabuleiro, a sombra dessa imagem ficará. A lembrança, às vezes, é algo mórbido, mas na maioria delas, reluz com sorrisos largos. Então, cada quadrado negro do tabuleiro se transforma. Cada jogada está marcada entre o abismo e a glória. Quadros brancos e negros, quadros de alegria e de tristeza. E vamos cruzando o tabuleiro.
Por isso, enxergar através do que os olhos vêem, é fundamental para valorizar de verdade cada um nesse jogo perigosíssimo. Nem sempre suas opiniões sobre os outros estarão certas e não há nada de mal em perguntar para as próprias antes de errar sobre elas. Nem sempre o que disserem a você terá sentido. Nem sempre as expectativas serão correspondidas. Não há nada de mal em esperar, com tanto que você saiba buscar! Sem julgar, sem desacreditar, apenas confiando e admirando as diferenças.
Eu paro para pensar nas atitudes das pessoas, percebo motivos óbvios para que hajam assim. É simplesmente uma jogada necessária para garantir uma felicidade mútua. Alguém joga para forçar você jogar, senão tudo pára. E o jogo acaba.
Então nesse jogo de xadrez, que não tem diferença nenhuma do verdadeiro jogo, nós nunca saberemos o que existe na cabeça do outro, por mais que queiramos ou precisemos saber, nunca descobriremos. Como no xadrez, a calma e presteza, a paciência e a lógica e em muitas vezes, a ousadia, trarão nossas vitórias. Tudo é uma questão de percepção, começar a entender as grandes dores e alegrias como grandes jogadas da vida. Cada um de nós joga como rei e rainha, temos nossos piões a superar.
A grande descoberta é que você nunca jogará sozinho. A companhia dos amigos, as viagens, as festas, as bebedeiras, as gargalhadas e qualquer coisa mínima que seja, compartilhada, te levam para o caminho certo. O amor que impera entre as pessoas, pais, filhos, irmãos, te levam para o caminho certo. O amor próprio, o respeito e a coragem, te levam para o caminho certo. O sol das manhãs, aquela música, o ar fresco, as coisas simples e naturais te levam para o caminho certo. Não importa quantas vezes você irá errar.
Eu aprendi uma coisa nesses poucos anos de xadrez. A liberdade está em cada um de nós, basta compreender, basta querer consolidar o bem. É só querer vivenciar e libertar o amor que cada um de nós tem pela vida. Só.
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