sexta-feira, 3 de junho de 2016

Sobre homens e lições

Ninguém passa na nossa a vida à toa. E se vão embora, há sempre uma boa razão. Alguns existem por laços de sangue, outros escolhem ficar. Alguns apareceram do acaso, outros sabemos que foi ou é destino. Outros foram apresentados por Deus. Eu poderia falar de grandes homens famosos que transformaram a história. Mas prefiro falar dos que mudam o nosso coração. Não podemos escolher esses grandes homens comuns: pais, irmãos, primos, amigos e amores que nos ensinam e transformam nossa trajetória para sempre.

O José "Bepê" Luis me ensinou que o sorriso jamais deve sair do rosto, mesmo quando tudo está difícil demais para dar risada.

O Ruprens me ensinou como viver longe de quem amamos sem nunca deixar de amar.

O Braz me ensinou que para amar alguém como um filho, não preciso ter o mesmo sangue, só precisa mesmo de um grande coração.

O José Luis me ensinou que é preciso ser um tanto chato para fazer algo mais bem feito possível.

O Elizeu me ensinou que a fé em Cristo e a graça de Deus estão disponíveis a quem quiser, basta estender a mão e abrir o coração para Eles. Mesmo que você já tenha errado muito nessa vida.

O Renan me ensinou que bondade é gratuita e que quando você ama alguém da família, você ama a família toda.

O Juan me ensinou que não importa quanto tempo você fique sem ver um irmão. O carinho, o cuidado e o amor continuam intactos.

O Guilherme me ensinou que implicância é uma forma de amar e querer bem de alguém que não sabe dizer o que sente.

O Gustavo me ensinou que amizade acontece sem querer, às vezes, a gente gosta porque gosta.

O Jean me ensinou que as atitudes que tomamos em relação às pessoas muda nossa vida e a delas.

O Vecchio me ensinou que a poesia abre caminho nos corações.

O Rosa me ensinou que lindas histórias de amor podem desengatar, porque o tempo é cruel, e nunca acontecerem.

O Ricardo me ensinou que não se deve confiar demais nas pessoas, elas são ruins, às vezes.

O Felipe me ensinou que, às vezes, confundimos amor e amizade. E onde existe apenas e tão somente amizade pura e verdadeira,  não adianta forçar o amor nascer, ele não vai aparecer.

O Evandro me ensinou que nunca devemos amar o outro a ponto de esquecer de nós mesmos.

O Elson me ensinou que por mais que queiramos bem a alguém, às vezes, machucamos as pessoas. Mas essas mesmas pessoas podem nos perdoar. E toda ajuda que é dada e recebida de coração não é em vão.

O Rubens me ensinou como uma mulher deve ser tratada. Muito bem tratada.

O Alexandre me ensinou a perder o medo e deixar acontecer. E principalmente a aceitar o que acontece.

O Rafael me ensinou que eu posso ser feliz, e que há quem me ame como eu sou. E que em algum lugar no mundo tem alguém que me faz ser eu, apenas eu, só que melhor. E que quando isso acontece é como encontrar um lar, se sentir em casa.

 E então, ohana!

Ohana significa família e família é nunca esquecer ou abandonar.