Tenho visto a vida do lado de fora, como o torcedor sentado no autodrómo, naquela curva, vendo os carros passarem. Vejo as pessoas mudarem. Fico atenta a cada detalhe. E vejo as pessoas seguirem. E eu aqui expectando de novo, vendo a vida dos outros acontecer debaixo do meu nariz.
Mas a observação também é um tipo de aprendizado, para quê pressa. Nas conversas dos outros, tiro um pouco de mim. Melhor mesmo permanecer um tempo incógnita.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
* :. Respiração .: *
Ouço o seu soluçar daqui.
Como é forte esse fôlego,
do quase não respirar de tão profundo.
Cansaço.
O que esperar de mais uma noite dessas?
Insanas e profundas, anáguas escuras.
e no ar flutua imerso.
Silêncio.
E sinto seu vulto, longe sussurra.
Aceso, encontro um agouro e um motivo.
Olha e nada pode controlar. Então...
Respira.
Respira como se acabasse ali o mundo todo.
Ofega forte no meu ombro como se ali
já estivesse a si mesmo acabando.
Desastre.
As estrelas se ajuntam para ver melhor.
E assopra a vida no meu pescoço,
soa seu canto, sopra seu vento.
Vultuoso.
Doce boca fresca de hortelã,
saliva de orvalho, cheira à chuva,
quando enlaçado, sopra no meu ouvido.
Magia.
E respira insano,
deixando vir dela toda a loucura
que evita viver, e se priva. Mas no soluço solta...
Desabafo.
E é como ser agarrado no meio da noite,
por uma rajada de vento incontrolável,
sem domínio, nem destino, respira incansável.
Fogo.
E se deita na cama imaginária
no auge da descompostura,
acelera o passo e respira ofegante.
Matando de pouco, o desejo e a vontade,
em cada gole d´ar que embarga na garganta seca.
Querendo respirar o ar que vem de meus pulmões,
e não, os soltos ares da minha boca que escapam
displicentes durante a valsa na atmosfera sem fim
do nós finito em uma palavra que nunca foi dita.
Amor.
Então por falta de solução para esse dramalhão.
Você do meu lado, longe ou perto, somente respira,
porque a cada encontro o acaba mais o ar do mundo,
e o tempo parece que também vai junto.
Como é forte esse fôlego,
do quase não respirar de tão profundo.
Cansaço.
O que esperar de mais uma noite dessas?
Insanas e profundas, anáguas escuras.
e no ar flutua imerso.
Silêncio.
E sinto seu vulto, longe sussurra.
Aceso, encontro um agouro e um motivo.
Olha e nada pode controlar. Então...
Respira.
Respira como se acabasse ali o mundo todo.
Ofega forte no meu ombro como se ali
já estivesse a si mesmo acabando.
Desastre.
As estrelas se ajuntam para ver melhor.
E assopra a vida no meu pescoço,
soa seu canto, sopra seu vento.
Vultuoso.
Doce boca fresca de hortelã,
saliva de orvalho, cheira à chuva,
quando enlaçado, sopra no meu ouvido.
Magia.
E respira insano,
deixando vir dela toda a loucura
que evita viver, e se priva. Mas no soluço solta...
Desabafo.
E é como ser agarrado no meio da noite,
por uma rajada de vento incontrolável,
sem domínio, nem destino, respira incansável.
Fogo.
E se deita na cama imaginária
no auge da descompostura,
acelera o passo e respira ofegante.
Matando de pouco, o desejo e a vontade,
em cada gole d´ar que embarga na garganta seca.
Querendo respirar o ar que vem de meus pulmões,
e não, os soltos ares da minha boca que escapam
displicentes durante a valsa na atmosfera sem fim
do nós finito em uma palavra que nunca foi dita.
Amor.
Então por falta de solução para esse dramalhão.
Você do meu lado, longe ou perto, somente respira,
porque a cada encontro o acaba mais o ar do mundo,
e o tempo parece que também vai junto.
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