Estou observando uma montanha neste exato momento e imaginando como deve ser respirar lá em cima! Será que a dificuldade é a mesma que sinto aqui em baixo? Porque, às vezes, é difícil aqui também !!! E ver o mundo de lá, mais bonito que daqui? O topo da montanha parece mais seguro que a vida no vale, como viver no Monte Sião é mais seguro que qualquer outro lugar na face da terra, porque Deus mora lá.
Às vezes, penso que meu mundo é a K2 ou o Everest, quem começa a desbravar sente quão difícil é e desiste, como diz Vinicius de Moraes (...) você precisa vir comigo, mas talvez o meu caminho seja triste para você (...) mas quem não desafia a dureza da escalada, perde a delícia do visual na chegada, a caminhada é dura, mas pode ser extraordinária, maravilhosa e linda. Basta dar mais alguns passos e se aventurar na floresta escura!
As melhores coisas da vida são inesperadas e as mais preciosas ficam escondidas, as gemas estão encrustradas nas rochas, nas montanhas, nas cavernas, no fundo do mar é preciso explorar. Ainda estou olhando pro topo da montanha e pensando... na vida, na próxima viagem e em você!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Primeiro Tempranillo
Ontem, arrisquei meu primeiro vinho depois de ler algumas coisas a respeito. Pensei em cozinhar uma massa com molho de queijos, então me aventurei na prateleira, escolhi um tempranillo, Santa Júlia, argentino, 2011. Continuo completamente ignorante, nem mesmo tinha lido algo sobre esta uva, mas fui corajosa e violà!
Gostei. Primeiro, porque consegui identificar a ação dos taninos na boca, e são, neste vinho, suaves. Segundo, porque consegui sentir seu prolongamento, após beber literalmente. Coisas que havia lido, mas nunca tinha prestado atenção antes.
A decepção veio no olfato, não consegui sentir aroma algum. Meu nariz está muito infanto-juvenil, pré-mirim mesmo, só senti cheiro de álcool. Vamos melhorar esse nariz com o tempo, afinal ele é grande o suficiente para conseguir isso.
No mais, foi um prazer solitário, disputando espaço com as broncas da minha mãe, que diz agora, que eu só quero saber de beber.
Oi? Estou lendo sobre vinho há um mês e está foi minha primeira garrafa, uma única taça pela metade e nenhuma cia. Deu dó abrir a garrafa, e deixá-la sem um vacu vin, mas a garrafa está praticamente cheia e muito provavelmente vou perdê-la. Mas tudo bem!
Preocupante mesmo, é pensar que não havia ninguém para se aventurar comigo e nessa hora me senti solitária. O tempranillo me fez pensar no tempo, em quanto tempo eu ainda agüento desfrutar da vida nos braços do meu próprio eco. Chega a secar a boca, mas só um pouquinho.
Gostei. Primeiro, porque consegui identificar a ação dos taninos na boca, e são, neste vinho, suaves. Segundo, porque consegui sentir seu prolongamento, após beber literalmente. Coisas que havia lido, mas nunca tinha prestado atenção antes.
A decepção veio no olfato, não consegui sentir aroma algum. Meu nariz está muito infanto-juvenil, pré-mirim mesmo, só senti cheiro de álcool. Vamos melhorar esse nariz com o tempo, afinal ele é grande o suficiente para conseguir isso.
No mais, foi um prazer solitário, disputando espaço com as broncas da minha mãe, que diz agora, que eu só quero saber de beber.
Oi? Estou lendo sobre vinho há um mês e está foi minha primeira garrafa, uma única taça pela metade e nenhuma cia. Deu dó abrir a garrafa, e deixá-la sem um vacu vin, mas a garrafa está praticamente cheia e muito provavelmente vou perdê-la. Mas tudo bem!
Preocupante mesmo, é pensar que não havia ninguém para se aventurar comigo e nessa hora me senti solitária. O tempranillo me fez pensar no tempo, em quanto tempo eu ainda agüento desfrutar da vida nos braços do meu próprio eco. Chega a secar a boca, mas só um pouquinho.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Santa Ignorância
Imagem: http://vejario.abril.com.br/blog/vinoteca/files/2013/11/vinhos.jpg
Quem me conhece sabe que sempre gostei de bebericar meu vinho. Desde criança, quando dia feliz, era dia que a mãe fazia suco de vinho. A mãe misturava aquele famoso vinho do garrafão tamanho família com água, bem ralinho e bebíamos, controlados à risca, mas bebíamos. Eu amava. Na adolescência, estendíamos nosso cobertor velho no gramado do colégio, da pracinha e provávamos aquele vinho comprado às escondidas e que não tinha glamour nenhum. Os enófilos preconceituosos surtariam.
Depois de tanto tempo consumindo e saboreando sem critério e nenhuma embriaguez, porque nunca fui fã de perder a noção dos fatos, e me divertindo muito com isso, finalmente me inspirei a estudar sobre o assunto, e agradeço quem me impulsionou a fazer o que há muito tinha vontade, só faltava um empurrãozinho.
E quanta ignorância. Meu Deus, como sou ignorante, tão ignorante, que chego a rir sozinha. Que eu não sei quase nada da maioria de tudo que existe é fato. E com os vinhos não é diferente. A primeira coisa que descobri foi que, minha ignorância é positiva, evitará que eu me apegue ao besteirol e provincianismo toscos. Como diz o ditado, santa ignorância. E ademais vinho é um mundo inteiro dentro da garrafa.
Para começar entender é preciso reconhecer a própria ignorância e arregaçar as mangas, porque vai dar trabalho estudar: ciências - biologia - química - geografia - gastronomia - idiomas - agricultura - design e mais um montão de coisas das quais eu nem desconfio. E quer saber, eu nunca tive problemas em ser Nerd. (risos)
Voilà!!!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Então ...
A vida volta à rotina, o trabalho, a FEI, a natação, os finais de semana lotados de estudos, provas, críticas e exaustão. E o coração palpita sempre, ansioso pelo que virá.
Ainda bem que as viagens também estão chegando, faltam poucos dias para o Carnaval e tenho planejado, pago e programado minhas folgas para me jogar nas trips. E não são poucas, pelo menos três estão sacramentadas.
Estou ouvindo Yield, álbum do Pearl Jam, bela trilha para quem não duvida de nada, analisa tudo e pensa demais...
Percebo que os meus ecos mais profundos são desconhecidos por mim, estão tão entranhados no meu espaço, que é impossível alguém desvendá-los. Só Deus conhece os desejos do meu DNA.
Toda brincadeira, gargalhada, riso solto e piada, toda frase picante, indireta, tirada sarcástica, todo ácido, toda a bondade, amizade, parceria é só a parte que quero e posso mostrar! Porque a timidez impede de evidenciar o mais bonito, os segredos velados de amor. Quando amo disfarço bem como ninguém, posso passar a vida escondendo o que sinto se quiser, ninguém precisa saber, porque se sentir seguro é mais importante que falar a verdade, certa horas.
Se sou tímida, óbvio, somente na parte que me toca mais fundo. O resto é o amontoado das coisas do cotidiano. As bobagens que digo, as besteiras que falo são só o lado atrapalhado de quem sou.
Já provou vinho como ele deve ser provado? Um pequeno gole, um espaço de tempo, e outro pequeno gole de vinho, eu sou tipo isso... Ora desço prolongado, ora fresco, ora, seco a garganta e travo. Às vezes, venho suave e doce, e tenho melhorado com o tempo e torcido para não azedar. O melhor de mim está no gole de quem está disposto a beber, é preciso decidir tomar a garrafa aos poucos e até o fim para aproveitar tudo que ela tem. E precisa tirar todo meu ar. Eu não vou falar...
Tenho me aventurado e estudado sobre vinhos, somos parecidos. O rótulo diz algumas coisas que você precisa e pode saber, o resto é sentido! O mundo tem encolhido, quanto mais conheço a respeito de Deus e sua criação.
Mas voltemos a rotina, agora um pouco mais densa, continuamente divertida, nada perfeita... Mas totalmente a vontade para ser livre!
E que Deus esteja cuidando dos desejos do meu DNA, isto é estar seguro.
Ainda bem que as viagens também estão chegando, faltam poucos dias para o Carnaval e tenho planejado, pago e programado minhas folgas para me jogar nas trips. E não são poucas, pelo menos três estão sacramentadas.
Estou ouvindo Yield, álbum do Pearl Jam, bela trilha para quem não duvida de nada, analisa tudo e pensa demais...
Percebo que os meus ecos mais profundos são desconhecidos por mim, estão tão entranhados no meu espaço, que é impossível alguém desvendá-los. Só Deus conhece os desejos do meu DNA.
Toda brincadeira, gargalhada, riso solto e piada, toda frase picante, indireta, tirada sarcástica, todo ácido, toda a bondade, amizade, parceria é só a parte que quero e posso mostrar! Porque a timidez impede de evidenciar o mais bonito, os segredos velados de amor. Quando amo disfarço bem como ninguém, posso passar a vida escondendo o que sinto se quiser, ninguém precisa saber, porque se sentir seguro é mais importante que falar a verdade, certa horas.
Se sou tímida, óbvio, somente na parte que me toca mais fundo. O resto é o amontoado das coisas do cotidiano. As bobagens que digo, as besteiras que falo são só o lado atrapalhado de quem sou.
Já provou vinho como ele deve ser provado? Um pequeno gole, um espaço de tempo, e outro pequeno gole de vinho, eu sou tipo isso... Ora desço prolongado, ora fresco, ora, seco a garganta e travo. Às vezes, venho suave e doce, e tenho melhorado com o tempo e torcido para não azedar. O melhor de mim está no gole de quem está disposto a beber, é preciso decidir tomar a garrafa aos poucos e até o fim para aproveitar tudo que ela tem. E precisa tirar todo meu ar. Eu não vou falar...
Tenho me aventurado e estudado sobre vinhos, somos parecidos. O rótulo diz algumas coisas que você precisa e pode saber, o resto é sentido! O mundo tem encolhido, quanto mais conheço a respeito de Deus e sua criação.
Mas voltemos a rotina, agora um pouco mais densa, continuamente divertida, nada perfeita... Mas totalmente a vontade para ser livre!
E que Deus esteja cuidando dos desejos do meu DNA, isto é estar seguro.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Filmes de JANEIRO
Falando das coisas que gosto. Filmes de Janeiro, 2015. Não sou crítica, não domino a sétima arte, mas passo grande parte do meu tempo vendo a vida que vem da telona, e tenho cá minhas impressões.
# 1: Êxodo - Deuses e Reis. O que esperar de Ridley Scott, se não uma mega produção?! Obviamente de encher os olhos, mas Gladiador continua liderando o ranking de melhor filme do diretor. Êxodo, Deuses e Reis tem fotografia impecável, a guerra traduzida ao extremo, mas decepciona no roteiro e na cena mais esperada: a travessia do mar vermelho, com tantas possibilidades nas mãos, todo o high-tech e afins, a sequência é fraquinha, tinha tudo para ser fantástica. E mais, quando a verdade é adulterada, ela se torna uma farsa. Logo, pegue uma bíblia e leia você mesmo o livro de Êxodo, e descubra a verdade.
#2: Into the Wild: Na natureza Selvagem. Surpreendente. Aponta que nem toda sabedoria poderá te salvar da morte, que neste caso aconteceu por ignorância, vinda de onde não se espera, enquanto enganou outras chances de ter sido pego pelo caminho. Alexander SuperTramp ou Chris e seu Blue Bus encantam. Sean Penn, obrigada. Filme longo, mas não vi o tempo passar. Envolvente, lindas paisagens, muitas histórias e uma invejável trilha sonora, que não poderia ter sido mais perfeita, Eddie Vedder em seu primeiro álbum solo, sela a produção com sua voz serena e suas canções fortes, que nos fazem absorver a intensidade dos desejos de Chris. Super recomendo. Bom, bom mesmo.
# 3: The Help - Histórias Cruzadas. Divertido, leve, para uma tarde à toa com muita pipoca. Aborda o tema do preconceito racial na década de 60, com um toque de esperança, é atemporal, doce. Deixa na mente o insight que há pessoas boas, e que as coisas podem ser melhores que são, basta procurar direitinho e olhar com atenção.
#4: The good Lie - A boa mentira. Sobre refugiados da guerra civil, que acontece no Sudão. O filme mostra como a inocência é um bem valioso, que valor nada tem a ver com posses ou qualquer outra coisa que o dinheiro possa comprar. Te faz agradecer a Deus por você ser quem é, de uma forma até que egoísta, a humanidade bate à porta, não aquela bonita da ONU, mas a verdadeira, somos cruéis, mas há aqueles que são bons, como estes 5 sudaneses. A gratidão é o mote do filme. Assistam.
#5: The Cider House Rules - Regras da vida. Aborda temas controversos, como abandono, aborto e abuso sexual de maneira muito leve, mas faz pensar. No começo parece raso, mas melhora com o desenvolvimento da trama, o par romântico que se forma não tem consistência, o melhor do filme é o confronto das escolhas, destinos, meios e fins. Não chega a ser denso, mas é doce. A personagem Fuzy, é íncrivel.
Trilha: Ouvindo Into The Wild - soundtrack by Eddie Vedder.
Dualidade
du.a.li.da.de
sf (lat dualitate) Caráter daquilo que é dual ou duplo. (Michaelis)
Esta palavra me faz refletir sobre a natureza das coisas. Todos os dias, chegam notícias de vida e de morte, que me deixam à deriva em escala crescente, como se eu me encontrasse no pico dos sentimentos e me chocasse contra a volatilidade da vida.
Uma amigo querido perde sua amada esposa, uma amiga irmã fica noiva. Como digerir esta antítese? Não sei. A felicidade tomada de um lado é aplacada pela dor do outro. E levantamos a cabeça e seguimos em frente, isto é ser digno. Eu acredito. Deus sabe exatamente o que faz.
Então, me recordo que a estrada de mão dupla que trilhamos, entre nossas idas e vindas, pode ser feita de forma atraente e agradável, porque podemos dividir nossos anseios e caminhar. E aproveitar com moderação os prazeres, todavia em grande quantidade, e em doses pequenas para não perdermos nada. Porque a vida é o instante, ela começa e acaba furtiva e não podemos correr o risco de passar o intervalo à toa.
Então...é possível:
Amar a Deus e andar de skate;
Amar a Deus e surfar;
Amar a Deus e ajudar o próximo;
Amar a Deus e apreciar a boa comida;
Amar a Deus e degustar vinhos;
Amar a Deus e fazer amigos;
Amar a Deus e ter discussões saudáveis;
Amar a Deus e viajar;
Amar a Deus e ler, escrever;
Amar a Deus e ouvir música;
Amar a Deus e ir ao cinema;
Amar a Deus e dirigir numa estrada em dia chuva;
Amar a Deus e mergulhar no mar da Polinésia;
Amar a Deus e casar, ter filhos e construir uma família;
Amar a Deus e comprar casa, carro e ter conta no banco;
Amar a Deus e ser feliz, às vezes, triste; às vezes, mais ou menos;
Amar a Deus e ir à festas;
Amar a Deus e namorar;
Amar a Deus e desfrutar da natureza;
Amar a Deus e ficar só ou acompanhado;
Amar a Deus e fazer o que é certo;
Amar a Deus e enfrentar a morte;
Amar a Deus e literalmente viver a vida.
Podemos todas as coisas Naquele que nos fortalece, pois tudo lhe é lícito, mas nem tudo lhe convém, pense nisso. Palavras de Cristo. A moderação, mediada pelos ensinamentos de Deus, pode te dar um escape em meio a tormenta do que é bom e mau para sua alma e seu coração. Para os dias onde as notícias nos surpreendem, acima da nossa capacidade de discernir.
E falando em Cristo, não há moderação que se aplique, quando mais adorarmos a Deus, mais próximos estaremos Dele, e quanto mais próximo Dele, mais plenitude teremos para aproveitar com sabedoria tudo o que Ele criou pensando em nós.
Trilha: Your Love is Extravagant - Casting Crowns
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