sábado, 7 de fevereiro de 2015

Primeiro Tempranillo

Ontem, arrisquei meu primeiro vinho depois de ler algumas coisas a respeito. Pensei em cozinhar uma massa com molho de queijos, então me aventurei na prateleira, escolhi um tempranillo, Santa Júlia, argentino, 2011. Continuo completamente ignorante, nem mesmo tinha lido algo sobre esta uva, mas fui corajosa e violà!
Gostei. Primeiro, porque consegui identificar a ação dos taninos na boca, e são, neste vinho, suaves. Segundo, porque consegui sentir seu prolongamento, após beber literalmente. Coisas que havia lido, mas nunca tinha prestado atenção antes.
A decepção veio no olfato, não consegui sentir aroma algum. Meu nariz está muito infanto-juvenil, pré-mirim mesmo, só senti cheiro de álcool. Vamos melhorar esse nariz com o tempo, afinal ele é grande o suficiente para conseguir isso.
No mais, foi um prazer solitário, disputando espaço com as broncas da minha mãe, que diz agora, que eu só quero saber de beber.
Oi? Estou lendo sobre vinho há um mês e está foi minha primeira garrafa, uma única taça pela metade e nenhuma cia. Deu dó abrir a garrafa, e deixá-la sem um vacu vin,  mas a garrafa está praticamente cheia e muito provavelmente vou perdê-la. Mas tudo bem!
Preocupante mesmo, é pensar que não havia ninguém para se aventurar comigo e nessa hora me senti solitária. O tempranillo me fez pensar no tempo, em quanto tempo eu ainda agüento desfrutar da vida nos braços do meu próprio eco. Chega a secar a boca, mas só um pouquinho.

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