domingo, 20 de maio de 2012
Os erros
Às vezes, fazemos coisas que não queremos fazer, achando que é a coisa certa. Depois, fazemos coisas erradas pelos motivos errados, sem saber disso. Então, erramos mais um pouco por ingenuidade, pensando em ganhar, na verdade, estamos perdendo.
Confundimos nossas razões e nossos medos com nossas vontades e nossos desejos. Bagunçamos tudo. Voltamos atrás, pedimos desculpas, às vezes resolve, às vezes não. Tentamos entender o que está acontecendo. E na maior parte do tempo, pensar nisso é em vão.
É simples, para a maioria das coisas não há motivo algum, elas são o que são, jamais vou esquecer esta frase, as coisas são o que são. A gente se atropela no que faz, no que diz e no que sente e acaba num cantinho só, encolhido com vergonha de si mesmo, dos erros que comete, dos mancadas que dá e dos tombos que leva. O ser humano é mesmo maluco, e a vida também é. Somos todos pequenos demais. Inocentes demais.
Então você se arrepende mais uma vez, pede a Deus que não te castigue muito, porque sabe que é culpado, sabe que tudo foi uma pena, sabe que você podia ter escrito outra história e não fez, e não sabe porque não fez. O que você tem na mão já é suficiente para te por no eixo, ninguém precisa te acusar. A ausência, o buraco que fica é só seu, você pode perceber, ninguém precisa te mostrar.
Você espera que tenha novas chances e que sejam boas, e que sejam melhores, e pede a Deus, de novo, que dessa vez você saiba exatamente o que fazer, que não magoe ninguém, não se magoe, não faça aquilo que não precisa fazer. Não faça o que não quer fazer. Só faça, diga e protagonize aquilo que for bom e sincero de coração, com amor. Aquilo que realmente sente, e como sente.
Não é por maldade, nem por ser burro além da conta, a gente espera ser feliz, por isso se atrapalha. Mas tudo que se dá sinceramente, volta com gratidão para suas mãos, porque os erros são quase todos inconscientes, a paga deles é que se faz mais que na consciência, se colhe um pouco cada dia.
E daí, é mesmo uma pena, você nunca saberá o que poderia acontecer. Mas a pena passa, todo resto passa, e você fica, segue em frente com a cabeça altiva e o pensamento no caminho reto, e volta a sorrir, não só com o rosto, mas com a alma que se aquieta, porque sabe que Deus só permite que aconteça aquilo que você pode suportar.
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