Falando das coisas que gosto. Filmes de Janeiro, 2015. Não sou crítica, não domino a sétima arte, mas passo grande parte do meu tempo vendo a vida que vem da telona, e tenho cá minhas impressões.
# 1: Êxodo - Deuses e Reis. O que esperar de Ridley Scott, se não uma mega produção?! Obviamente de encher os olhos, mas Gladiador continua liderando o ranking de melhor filme do diretor. Êxodo, Deuses e Reis tem fotografia impecável, a guerra traduzida ao extremo, mas decepciona no roteiro e na cena mais esperada: a travessia do mar vermelho, com tantas possibilidades nas mãos, todo o high-tech e afins, a sequência é fraquinha, tinha tudo para ser fantástica. E mais, quando a verdade é adulterada, ela se torna uma farsa. Logo, pegue uma bíblia e leia você mesmo o livro de Êxodo, e descubra a verdade.
#2: Into the Wild: Na natureza Selvagem. Surpreendente. Aponta que nem toda sabedoria poderá te salvar da morte, que neste caso aconteceu por ignorância, vinda de onde não se espera, enquanto enganou outras chances de ter sido pego pelo caminho. Alexander SuperTramp ou Chris e seu Blue Bus encantam. Sean Penn, obrigada. Filme longo, mas não vi o tempo passar. Envolvente, lindas paisagens, muitas histórias e uma invejável trilha sonora, que não poderia ter sido mais perfeita, Eddie Vedder em seu primeiro álbum solo, sela a produção com sua voz serena e suas canções fortes, que nos fazem absorver a intensidade dos desejos de Chris. Super recomendo. Bom, bom mesmo.
# 3: The Help - Histórias Cruzadas. Divertido, leve, para uma tarde à toa com muita pipoca. Aborda o tema do preconceito racial na década de 60, com um toque de esperança, é atemporal, doce. Deixa na mente o insight que há pessoas boas, e que as coisas podem ser melhores que são, basta procurar direitinho e olhar com atenção.
#4: The good Lie - A boa mentira. Sobre refugiados da guerra civil, que acontece no Sudão. O filme mostra como a inocência é um bem valioso, que valor nada tem a ver com posses ou qualquer outra coisa que o dinheiro possa comprar. Te faz agradecer a Deus por você ser quem é, de uma forma até que egoísta, a humanidade bate à porta, não aquela bonita da ONU, mas a verdadeira, somos cruéis, mas há aqueles que são bons, como estes 5 sudaneses. A gratidão é o mote do filme. Assistam.
#5: The Cider House Rules - Regras da vida. Aborda temas controversos, como abandono, aborto e abuso sexual de maneira muito leve, mas faz pensar. No começo parece raso, mas melhora com o desenvolvimento da trama, o par romântico que se forma não tem consistência, o melhor do filme é o confronto das escolhas, destinos, meios e fins. Não chega a ser denso, mas é doce. A personagem Fuzy, é íncrivel.
Trilha: Ouvindo Into The Wild - soundtrack by Eddie Vedder.

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