terça-feira, 8 de setembro de 2009

VII

E naquele dia, Anna sentiu o gosto da felicidade nos lábios. Tudo quase perfeito, senão fossem as perfídias prosas saídas da sua boca, que mais parecia um anágua, porque a boca estava tão escondida nas próprias palavras, que parecia debaixo de uma saia. Quase não falava coisa que prestasse, só bobagem. E sem perceber feriu Lizandro com suas maldades, suas injúrias, não deixou que se manifestasse o amor. O insultou, o impeliu. Anna nem sabia, jogava fora tudo o que tanto queria, por tanto tempo e ao alcance das mãos, escapou. E Lizandro insistia no resgate da sua consciência, consciência que o lembrava de Anna, nos tempos de universidade. E ele dizia quieto em seu pensamento, que Anna continuava a pessoa dedicada, dócil, alegre e vivaz, de sempre. Apesar de dar-te na cara com palavras secas, duras e definitivas. Um buraco no chão, Anna pisou, o corpo tombou, Lizandro pegou o ar com suas mãos, Anna caíra para o lado errado. Lizandro imagina, antes tivesse caído em meus braços, tomados de vergonha, mudam de assunto, se tocam de leve os antebraços. O que queriam, abraços.

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