quinta-feira, 22 de março de 2012

O feminismo radical e a ausência da figura masculina


A teoria feminista, com certeza, trouxe muitos benefícios quanto à liberdade de expressão da mulher na sociedade e sua forma de exercer, hoje, o seu papel social.

Contudo, vamos observar as seguintes hipóteses:

1) MORTE: perder a figura masculina (pai) por morte;

- morrer na guerra é heroico, morrer em nome de um país é símbolo de honra;
- morrer acometido de doença grave, depois de anos de contribuição familiar, social e cidadã é louvável, é o curso da vida;
- morrer por acidente, embora triste, deixa suspensa a ideia de que ele vivia e fazia viver dentro do seu papel social;

Estes três casos de ausência da referência masculina dentro da família tem sua carga emocional inata, e de certa forma, dão permanência à vida deste homem depois de não mais existir fisicamente, seu legado continua na cultura familiar. E os membros dessa entidade assumiram, como melhor conseguirem, o controle, o buraco deixado pela ausência desse membro importante da instituição social primária que é a família, e essa vaga aberta, é preenchida pela mãe. A falta continua, porém sem grandes problemas, salvo havendo filhos homens, eles possam encontrar referencial masculino em outro integrante da família ou círculo social, tais como tios, professores, primos, avô e amigos e pais de amigos próximos, mas isso é outro assunto, este texto se atenta à relação feminismo x ausência masculina.

2) ESCOLHA: perder a figura masculina (pai) por escolha dele em partir;

- o pai se ausenta porque quer;
- porque o amor pela mãe acabou, e ele entende que o amor pelos filhos e pela mãe é o mesmo, então se ausenta;
- porque cansou de "brincar" de casinha, não tem preparo para exercer sua função dentro da família;
- porque não se apega a padrões sociais e não acredita na concepção familiar como fundamento;
- porque não sabe, nem foi ensinado a exercer seu papel e nem o quer aprender e fazer;

Os membros dessa família, que tem a ausência masculina dada nas citadas circunstâncias, não tem um legado incentivador claro, uma vez que, acontecimentos que suscitam nesse fim, a partida do pai, sempre são carregados de dissidências, e isso interfere não só na percepção das filhas, mas da mãe que terá de assumir uma posição, não representada anteriormente pelo esposo, ela fica sem modelo direto, mas possui o modelo indireto dentro desse contexto, que é a figura masculina do próprio pai, desta mãe de hoje, inserida numa nova família: a sua, que rompeu o padrão inicial de concepção familiar. Essa mulher terá de lidar com o dual, ausência do pai e não entendimento da partida do mesmo, e pelo olhar feminista radical, esse pai pode ser eliminado do processo, incentivando o pensamento de que para a mulher o homem enquanto agente, não lhe faz falta.

E se, nessa mesma família, as adversidades se abaterem violentamente, como é tendência desde sempre, haja visto que conflitos e problemas são sempre iminentes, tais como: o desemprego, 0 desamparo social, o desapego amoroso por parte de outros homens, o preconceito, dificuldades financeiras, educacionais, e profissionais, a fragilidade feminina que por si só tende a aumentar em dadas circunstâncias, e todos os outros pormenores oriundos da mulher que fazem estremecer as bases, se apresentem? A mãe, mesmo símbolo de fortaleza, como aquela que tudo suporta também caí e precisa do apoio dessa figura que partiu. Partiu, sem se lamentar ou preocupar com a parte que ficara para trás, e que não tem onde recompor e buscar alicerces para solucionar tais questões, alicerces esses, que ele para ela deveria prover.

Não há nenhum centavo para ajuda monetária, não há um olhar cúmplice de pai e esposo, não há uma palavra de autoridade e parceria que incentive a automotivação dessas mulheres (mães e filhas), e o feminismo quer ainda quer suplantar o papel masculino, porque dele não se tem necessidade prioritária.

E agora, essa mulheres são viúvas e órfãs de homem e pai vivos e até presentes na mesma casa, mas insensíveis quanto à própria função, contudo Deus preenche cada lacuna, mas não cega à necessidade de analisar a questão.

Não se trata de viver sob o jugo ou não dos homens, nem de obter deles riquezas materiais advindas do trabalho árduo dos mesmos, nem de sobressair a eles, mas sim reconhecer que ele, o homem, é necessário como agente transformador social ativo dentro da instituição familiar e suas relações tanto quanto a mulher o é.

Um homem pode retornar todos os dias do trabalho para sua casa com pouco ou muito lucro nos bolsos (assim, como a mulher) obtidos pelo honroso trabalho que exerce fora de casa, isso não fará a menor diferença, ela se fará no quanto dos recursos materiais e afetivos (emocionais) ele está disposto a compartilhar quando envolve as mulheres da sua família com braços fortes, como esposo, pai, protetor, provedor, e principalmente, homem, que exerce sua função social familiar com amor, sem jamais desampará-las, quaisquer sejam os caminhos que a vida impor.

Quem foi o sábio ou sábia que entendeu, ou pensou o feminismo como uma saída, uma porta aberta para que o homem abandonasse o seu papel? Quem?

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