Que Deus cure minhas feridas
De uma vez por todas
Ainda que eu persiga a dor
Como urubus perseguem a carniça
Cada lágrima que cai
É um muro de gelo que sobe
Eu olho no espelho
E vejo um rosto duro e amargo
Que ninguém vê
Arrumei um par de óculos
Para me esconder
Eu não gosto de quem vejo
Eu preciso deixar que me deixem.
Passado, presente, futuro.
Eu tenho medo.
E não tem fim.
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