Entre idas e vindas do tempo, muito tempo se passou. E hoje é possível ver, que sempre foi o meio, o Junho da minha vida. Dividindo as metades, que são dois pedaços que se completam, duas partes que se unem. E que tb se separam. Que é a poesia que sempre busquei, o verso perdido que completa o meu poema, meu amor romântico.
Dois chinelos ao lado da cama.
O espaço entre um lado e outro.
A caretice e a juventude.
A responsabilidade e a loucura.
O samba e a valsa.
O dia e a noite.
Se um não houvesse,
o outro não existiria.
Será que hoje, já é tarde?
Para Alexandre Raphael Rosa
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