Acordei pensando nas frustrações de uma vida! Nas marcas que carregamos, porque todos nós, sem exceção, trazemos feridas, nem mais, nem menos doloridas. Porque a mágoa não tem classificação, abertas ou não, elas estão lá. Descobri que temos a necessidade de nos nivelarmos na dor, ficamos todos, justificando motivos, para o sim e para o não. E praticando defesas em vão.
Me recordo das primeiras dores que senti, um decáda inteira de frustrações numa montanha russa de sofrimento calado. E não me venham dizer que a felicidade reside em muitas coisas, acredito que ela resida somente em nós e na fé. Muitas coisas permeiam a satisfação do homem, sucesso profissional, dinheiro, conhecimento, poder e outras tantas coisas contáveis, mas nada faz tanta falta, e não mintam, nada faz tanta falta quanto o amor, e o conforto espiritual!
Poucas pessoas ou talvez, muitas, tenham a sorte de famílias fantásticas, eu sou uma delas. Famílias que não mentem para você, só abrem seus olhos. Minha mãe faz isso sempre, é uma perita, e na maioria das vezes, depois dos meus olhos abertos, eu sofro e descubro, como sou medíocre e corajosa, ao mesmo tempo. Não canso de quebrar minha pobre cara!!!
Só quem carrega, sabe o peso. Vocês podem imaginar, como é carregar o fracasso sentimental entranhado até as raízes na sua vida e no seu coração? Um decepção somada a outra, e hoje sou um cordeiro medroso. Isso, um cordeiro medroso, que ingênuo, se coloca na frente do coiote, e de repente descobre que está no lugar errado, na hora errada. Sou um cordeiro medroso. Tão medroso em sua forma, que passo os dias me escondendo. Ouvi não de uma, mas de várias pessoas, que estou brilhando, estou brilhando, e isso para mim, significa: estou me expondo, vou ficar na mira do coiote. Esconda-se!! Recolha-se!!!
Mas já não há mais tempo, estou no vale aberto, sem arbustos para me enfiar, sem buracos no chão para me esconder, como um avestruz. Eu cavo minha cova na comédia, porque quando o rosto sorri, chamamos a atenção para boca, e esquecemos de olhar nos olhos alheios. Ninguém pode me ver! Eu acho!
O medo me ronda, mas a esperança tem me ferido. E a felicidade dentro de mim, se expande. Eu não quero brilhar, quero me colocar na sombra da segurança de sentimentalizar só. Amar só, como nos últimos 10 anos. Quanto tempo, deixando passar as oportunidades, quanto tempo, dedicado ao vácuo das ilusões.
Quantas pessoas me pediram a chance e eu neguei, porque residia num território incerto da paixão que me cegava, e quantas vezes, eu fui negada. Incrível capacidade de errar. Mas tudo é uma grande mentira, já não quero pemanecer sozinha, de tão acostumada que estou a viver só.
Eu desejo dividir uma intensidade, tão intensa que não pode ser sentida, dividir uma amizade tão forte que não pode ser cobrada, viver um história sem enredo, de tão entrelaçada no cotidiano, estar tão junto, mas tão livre ao ponto de sermos poeira, dançando no espaço, soltos!!! Quero sorrisos despretenciosos, sem as pressões dos pensamentos inimigos, quero a leveza da verdade, da sinceridade e da vontade de trocar em míudos.
Tenho residido tanto na fé, que apesar das preocupações, sinto um porto, um cais. Sinto um vento soprando em minha direção. Uma positividade, que está me trazendo coisas boas. Tenho acreditado. E vivido. Tenho sorrido tanto, que me doem os lábios, que minha boca já não fecha, uma luz escapando entre meus dentes, reluzindo. É o que dizem, estou brilhando, perigosamente, brilhando. E assim consigo mostrar o melhor de mim, porque me esqueço das amarras do comportamento. Porque, quando estamos felizes, somos plenos.
Que dure muito esse período, que dure ao menos 10 anos, por empate. Que fique elas por elas, entre felicidade e dor. Que eu aprenda mais um pouco e compreenda mais um pouco. Que Deus guie meus sonhos, meus passos. Nesse momento, me lembro de um texto que li ontem ( fuçando no orkut alheio, tem muita porcaria, mas na maioria das vezes, só encontro coisa, boa! )
Um texto de Carlos Drummond de Andrade, eu admiro esse cara, hein! Ele tinha um dom severo, mas belo, em sua brutalidade, como dizia ele: _ Fulana!?
O texto, não o tenho aqui comigo, mas postarei depois. Mas diz, mais ou menos assim:
Quando você achar que não vai encontrar o que procura, preste atenção nos sinais, não deixe que a pessoa passe, porque você foi distraído. E não reconheceu os sinais!!!
Aguardem o texto completo, ficará mais fácil entender.
E que fique claro, nada mais e nada além!!!!
Beijoooooos para um anjo!!!
P.s: E que se cure o furo de bala aberto e ardendo no peito arfante!
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