Sim, ela sonha...
O tempo todo suspira
Inspira medo e devolve amor
Sonha o que se sonha
sem vergonha de imaginar
a felicidade vindo
Sim, ela pensa...
Enquanto as horas passam
e faz seus trabalhos, tarefas e afins
Ah, teus olhos e fecha os dela pra ver
Você sorrindo
Sim, ela acredita em milagres...
Você talvez não
Ela arranca do peito o coração
Não tem dó de doer
porque sabe que o amor é dor que não se sente
Não importa quanto dure
vale a pena
Ela só escreve poemas
Quando já não cabe dentro si
Quando o pulsar já ultrapassou a razão
E que só a abstração das palavras pode traduzir
O beijo que não pode dar
A boca que não pode sentir
O abraço que se propôs esperar
O medo que insiste em vir
A vontade que não pode saciar
A cama na qual não pode cair
As mãos que tanto quer agarrar
O desejo de se jogar
O toque que é quase real
A voz que ruge baixo pelos fones de ouvido
As conversas longas
As conversas curtas
As fotos, as verdades, a distância
E a saudade de quem não vê a mais de 15 anos
Mas lhe saltou do peito
Em frente aos olhos
Como se estivesse dormindo
a vida inteira ali repousado
Até chegar a hora de se mostrar
Fazendo dela romântica e incontrolável
Buscando te encontrar.
Leia ao som de After Afterall - Willian Fitzsimmons
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