Não sei para as outras pessoas, mas eu tenho a nítida sensação que a nossa cabeça não está ligada ao nosso corpo. Fisiologicamente é fato, ninguém anda por aí carregando a própria cabeça embaixo do braço. Mas no lirismo, coração e mente definitivamente caminham separados.
Os impulsos elétricos vindos do cérebro (da cabeça) parecem se perder numa ruptura entre o pescoço e o resto do indivíduo, basta observar como destemidos estamos quando decidimos confessar nossos sentimentos e no meio do caminho muda tudo, às vezes, muda até o sentimento. A mente vem negando, o coração afirmando. O coração diz pára, e a mente diz: - Vai continua! - é por isso, que anda sempre essa bagunça e ninguém sabe mais de nada.
Eu mesma não sei qual deles ouvir, mas já sei, pensam diferente. Tão opostos quanto sal e açúcar. Mas ambos furiosos, como a pimenta. Às vezes, coração e mente me parecem dois burros xucros amarrados um de costas para o outro, de bronca, para nunca mais se falarem. Como se o antagonismo deles fosse uma contradição elementar que não pode ser superada.
Porém, a culpa do coração contradizer a mente está no fato de a mente mudar o pensamento, porque o coração não muda o que sente. A cabeça muda o que pensa e acha que pode decidir o que se sente, logo, está armada a confusão. Cada um devia ficar com a sua parte. Pronto, fica acordado assim, cabeça pense, coração ame. E não se fala mais nisso!
Só tem um problema, esses dois não dominam a minha língua. Para eles, sou uma completa idiota. Então, segue produção, se não cabeças vão rolar, e eu morrer do coração.
Imagem: juuhlorah.blogspot.com

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