"Uma grande capacidade de sonhar, alguns diriam que é habilidade para iludir. Outros, que é um modo de me enganar."
Minha capacidade de imaginar é um cavalo sem freio, o que há de domá-lo? Se já me convenceu, o próprio, cavalgando dentro de minha cabeça, de que não tenho cura por não haver doença. Eu sofro do mal de expectar. Mas não o faço como antes, sem força, pequenos fios finos, que se desligam com o vento vindo das patas batendo na terra.
De tudo que é realidade, eu sei que não há garantia. Só entendo que desta vez, não há luz que cegue os olhos, não haverá tempo que impeça, não haverá pressa, há de ser como tem sido todas as noites quando fecho os olhos debaixo das lembranças do que não é fato consumado, ainda. É uma questão de prática, de verbo, de senso. É uma questão a menos.
Eu sei e não me importo. Eu sei e satisfeita continuo seguindo. Eu sei, pode ser uma surpresa, mais uma tristeza, mas quem antes saberia, que há gosto de tudo um pouco na vida sem antes sonhar. E assim, dos pedaços de sonho espalhados na Terra, respeitosamente, devemos aproveitar.
Boa Noite!
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