Consegui, redentorizei, como diz o caro nobre Jeh, finalmente.
Lembro que um mês atrás, mais ou menos, fiz um trato comigo!
Estava no Rio de Janeiro, pela segunda vez, e me recusei a ir ao Cristo, sozinha. Isso, eu disse que não faria.
Já passei um total de 25 dias, na Cidade Maravilhosa, dividido em dois períodos, um de 22 dias e outro de 3, e tamanha é minha cara-de-pau, que com todo este tempo livre, de bunda para cima, sem fazer nada, eu dei uma banana pro Cristo:
- É seu Cristo, hoje não vai rolar te ver sozinha aí em cima, deve ser um mega saco! Desculpa aí!
E meu pedido foi atendido. Acho que o Cristo queria tanto me ver, que descolou um casal de amigos para subir no Cristo, quer dizer, pro Cristo! Prometi que só passava por lá com alguém especial, por falta de um, mandou dois.
Especialmente desconhecidos para me acompanhar na subida da bendita escada interminável de 879 degraus, íngremes e colocados propositalmente no morro do Parque Nacional da Tijuca, que no meio do caminho, eu pensei que quando acabasse era só abrir a porta do céu, porque já teria chegado!
Quando acabaram os degraus, pedi água(risos). Logo a oxigenação cerebral voltou ao normal e lembrei que naquele morro, tem escada rolante e elevador, financiados pelo ABN AmbroBank. Usar elevador para quê? Melhor pagar promessa que eu nem fiz, subindo a escadaria.
Cheguei, olhei e gostei do que vi: _ Cristo, seu lindo! Vale à pena, escalar a pedra só para te olhar, mas vale mais a cidade à tua volta.
O visual é mesmo incrível, como se o mundo todo não tivesse defeito algum, como se tudo fosse perfeito tanto quanto é possível os olhos verem lá de cima. E você acaba sendo obrigado a fazer um pedido, olhando a Baia de Guanabara, de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas, mirando a Orla de Botafogo, pensando no Garoto de Ipanema, na Praia de Copacabana em frente ao mar. Ops, acho que exagerei. Mas como não abusar com todo Rio de Janeiro, inteiro, prontinho para ser admirado.
Um final de semana que valeu por muitos dias, que ainda virão. Um final de semana de muitas coincidências, de conhecer o conhecido, e não reconhecer a si mesmo. Fiquei perdida no meio de tanta maravilha, fiquei só, com os pensamentos, fiquei boba! Coisa que sei bem. Voltei feliz.
As notícias desagradavéis, me deram um pouquinho mais de força para dar valor ao que já tive, tentar entender melhor os meus acertos, erros e sonhos. Verificar os fatos, os atos e os meios usados para conseguir o que a gente quer. Pensar duas vezes, o que devo fazer à partir de já, para mudar tudo que já foi, tudo que vai ser. Saber agir com as coisas que podem voltar e com as que se vão. Acertar da próxima vez. Um lado meu tem 80 anos, o outro tem 8, o outro 18. E desta bagunça, passaram 28 e ninguém me dá, nem 20.
E por quê o papo de idade? O assunto era Rio de Janeiro! Com certeza, o assunto ainda
é meu Rio de Janeiro, vê-lo do alto do morro, me fez entender que de todas as cidades que conheço, ela é a única que não envelhece. E por isso, O Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro continua sendo... E o Cristo, o Redentor, não tira olho dele. E quem poderia tirar???!!!
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