quinta-feira, 2 de junho de 2011

Olhos Jabuticabentos


" E quando eu olho nos seus olhos, vejo além de arranha-céus, além de nuvens, vejo mais nas alturas. Vejo além."

Sempre fui fã de olhos jabuticabentos. Me lembro da primeira poesia que fiz sobre olhos de jabuticaba, eles sempre foram meus preferidos. Enquanto todos suspiram por olhos azuis, eu peço pelos negros, pelos castanhos, escuros em tons marrons amarelados, mas de prefência que sejam pretos.

Que sejam jabuticabados, redondos, imensos, bolinhas de gude presas na cara. Tão negras e tão escuras, tão translúcidas. Bolinhas grudadas na cara. Os olhos, janela da alma.

Gosto de olhos e gosto de mãos, os olhos porque são porta para o coração, as mãos porque tocam o que os olhos amam com paixão. Gosto dos jabuticabentos. Dos profundos, dos com cílios grandes, grandes olhos de menino. Os de meninas eu nem ligo. Quase todo olho de menina é doce. Mas os olhos dos meninos são arteiros, curiosos, ávidos, turbulentos, olhos jabuticabentos de menino.

Admiro olhos, olhos nunca mudam, crescemos em torno dos nossos olhos e dos olhares que lançamos no mundo. Seus olhos, jabuticabentos desde cedo, de pequenino, olhos jabuticabinhos. Olhar espuleta, bonitinho de querer pegar na mão os olhos, no colo, os seus olhos que vem acompanhados de você.

Quantas vezes, falei desses olhos jabuticabados, já vi muitos pares destes espalhados por muitos lugares onde fui, mas os últimos que vi são especiais. Porque numa comparação, estúpida do presente com o passado registrado em fotografias polaroid, percebo que esses seus olhos, não mudaram um trisco, um cisco, um ponto. Nada. Somente uma ruguinha aqui, outra ali, do sorriso bonito que você carrega nos lábios, mas é só.

E quando olho nos seus olhos sinto paz, sinto proteção, me sinto nos braços de quem posso confiar, me sinto junto de você para sempre, só de olhar seus olhos jabuticabados, que acabam comigo, é só piscar.

Mas a verdade é que vejo nos seus olhos o seu coração, vejo nele um sentimento escondido, nos seus olhos vejo coisas que você não diz, não fala, não pensa, coisas que sente apenas. E se fecha nas suas jabuticabas grudadas no seu rosto de moço bom, bonito, e bacana.

Seus olhos merecem o dono que tem: Um alto moço bonito de pernas compridas, negros cabelos, magrelinho e com mãos que eu adoro, assim como seus olhos. Assim como você inteiro.

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