quarta-feira, 27 de abril de 2011

Rio - Começando pelo fim

Difícil foi voltar para casa. Por muitos motivos, mas principalmente pelas fatalidades atmosféricas. Confesso que comprei minha passagem com o coração na mão, domingo á noite. Liguei, e quando a voz do outro lado disse: - Pra que dia moooçaaa? - respondi rápido: - Segunda à noite, às 22:00 hs. Não podia pensar. Pronto, tá feito. São Paulo me espera.
Amanhece a segunda-feira nublada, o Cristo enfumaçado, como se o Rio todo tivesse acendido um cigarro, mas eram só nuvens. Hora de ir para casa, despedida branda, cheia de calor. E foi esse calor todo que atrasou minha volta. A frente fria chegou, se chocou com a massa "boa" de ar quente, e a chuva caiu. As ruas encheram e de repente estamos na enchente. Praça da Bandeira, água pra todo lado para limpar o céu em volta do Cristo. Confesso, assisti uma briguinha de casal das mais engraçadas, como é bom brigar por bobagem com quem se ama, só pra fazer as pazes. Mas eu, minha tia e Grampola, a mascote, estávamos em pânico. O meu tio também, mas ele sabe disfarçar e eu também (estava cagando de medo de ficar na enchente, na zona norte do Rio, altas horas da madruga, famoso c# na mão rsrsrsrs).
Longas 2 horas se passaram, já livres do caos e do pânico, troco minha passagem para a terça-feira, às 22:00 hs. Ganhei mais um dia para a despedida.
Ou essa dificuldade, foi mesmo para me fazer ficar? Será que o Rio de Janeiro quis me sequestrar para ele? Um sinal para eu voltar em breve, uma dica?
Quando peguei o ônibus, não olhei para trás. Fixei na mente a imagem dos sorrisos que encontraria ao retornar, e o alguém especial que eu vi partir.
Um desses sorrisos vi hoje, bem cedo, quando o dia começou a clarear. Uma mãe de braços abertos a me esperar.

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