Se analisarmos bem todas as perguntas que já fizemos, vamos descobrir que a maioria delas, foi mal formulada. Excluindo aquelas questões óbvias, onde não há para onde fugir, como dúvidas de matemática, todas as outras podem se encaixar em pequenos erros de formulação.
Porque se preocupar com a pergunta?
Uma pergunta mal formulada, da margem para uma resposta subjetiva, errada e até mesmo inventiva. Porque perguntas subjetivas, sugerem respostas igualmente vagas. Perguntas diretas, respostas diretas.
Quando não entendemos uma pergunta, ou não sabemos a resposta, respondemos qualquer babozeira sem pensar nas consequências, que vão de um zero na prova até o fim de muitas outras coisas. Como diz minha querida amiga Larissa Popp, uma mega blogueira:
- Eu não sabia aquela resposta da 3. Inventei!!!
Incrível, como ela sempre inventava a resposta certa, mas enfim.
Já percebi que eu faço, e muitas outras pessoas também, perguntas tortas para ouvirem as respostas que querem. Você pergunta de tal maneira que a resposta só pode ser aquela que você quer ouvir, ou então, uma resposta mais suave à verdade que você não tem coragem de encarar.
Vamos exemplificar:
Caso 1
A namorada conversa com o namorado, sobre a relação. Há meses que as coisas esfriaram, e ela desconfia que algo está errado, e marca uma conversa. Ao se encontrarem, ela faz qual pergunta? Ahã!!! Ela faz a pergunta errada, gente!!!
Está acontecendo alguma coisa amor?
Está acontecendo alguma coisa pode ser qualquer coisa, agora o malandro vai inventar a maior "mentira" da história para retardar o término do namoro, até ele criar coragem de dar um pé na bunda da menina.
Qual era a pergunta? Simples, há várias possibilidades, porém ela não queria encarar a verdade, porque se quisesse perguntaria assim:
Você quer terminar?
Resp. SIM ou NÃO.
Qualquer coisa diferente disso, é desculpa para a opção 2: NÃO.
Você está me traindo?
Resp. SIM ou NÃO.
Qualquer coisa diferente disso, é desculpa para a opção 2: NÃO.
E por aí vai, e vai longe viu!!!!
E se você assim como eu, está vivendo uma fase corajosa da sua vida, só vai fazer perguntas diretas, como algumas que andei fazendo por aí, nessa última semana.
Imaginem o que aconteceu?
Quem acertar a resposta, que é subjetiva, ganha um doce. E podem inventar a vontade. Pergunta vaga, resposta vaga.
E a resposta é: tãn tãn tãn.....
Mentira!!!! Deu zebra e das brabas!!!!
Explicando melhor a minha situação.
Eu fui lá pessoal, com a cara limpa, na maior humildade, confiança na relação e na amizade construída. Tudo bem que faz pouco tempo para tanta coisa misturada, mas até aí, eu confio nas pessoas que se mostram confiáveis. Eu sou legal, pô!!!
E fiz a minha pergunta, sem refugar, na lata, de frente, na bucha, bate-e-pronto, como dizem por aí. E olha, que eu ainda tentei descontrair para deixar o meu entrevistado relaxado e à vontade, hein. Precisa mentir?
Agora a parte que eu adoro, os "Se".
- "Se" eu perguntei, é porque queria uma resposta.
- "Se" a pergunta foi direta, é porque eu queria uma resposta direta.
- "Se" eu fiz uma pergunta, a premissa da resposta é a verdade. "Se" quisesse uma mentira inventava uma, eu mesmo, porque sou ótima em me enganar!!!
"Atenção"
Quer me ferrar é só me chamar. Eu faço isso sozinha, garanto. Plano de auto-sabotagem. É mega seguro, você já sabe o resultado final e pode transitar tranquilo na sua tragédia.
VENDAS AQUI!
Retomando, precisava mentir? Mas nessa hora, a gente se agarra na esperança da idoneidade, todo mundo faz isso, e repete mentalmente: Eu vou acreditar nessa resposta estapafúrdia, porque ele ou ela, não ia mentir para mim. Justo para mim.
Lógico que ia sim, mentir justo para você, saí dessa de que você é especial. Ninguém é especial.
Então vou eu, feliz e contente, com a minha coragem, minha pergunta e minha resposta mega mal formulada. Não teve emoção, policiais, mortes. Foi bem curtinha a resposta, peguei meu entrevistado de surpresa, né! Vamos dar um desconto, não deu tempo de pensar em tanta coisa, assim. Entrevistado inexperiente no ramo. Por isso eu confiei, achei que o instinto moral fosse falar mais alto.
Mas eu conheço uns e outros por aí, que em 5 segundos conseguem formular uma telenovela na cabeça, te contar, embasar a história, arrumar testemunhas, e você, lógico acredita, com uma mega produção dessas, quem não acredita? Eu acreditei no teatro itinerante, você não acreditaria numa telenovela, conta outra!!!
Mas a verdade sempre vem e a minha chegou de caça americano. Só que depois que a verdade aparece, qualquer explicação sobre ela, soa mentirosa. Qualquer justificativa, adendo, motivo, texto, ata, documento assinado, VHS registrado em cartório, tudo, tudo vira mentira.
Foi totalmente desnecessário mentir nessa ocasião, eu já estava desconfiada do fato que queria apurar. Mais direta que a pergunta feita, só se eu repetisse o ato questionado em público, e isso eu ia fazer direitinho. Logo não me contentaria totalmente com uma respostinha chinfrim. Mas aceitei, é melhor ver o mundo cor-de-rosa e azul-bêbe.
Mentira gente, EU ACREDITEI MESMO.
Mas porque estou aqui, caro amigo, primeiro para desabafar, blog serve para isso, dentre muitas coisas, segundo para você ficar esperto com as perguntas que faz e principalmente com as resposta que dá.
E não pense em ganhar tempo na hora de responder, pedindo para repetir a pergunta com aquela histórinha:
- Qual é mesmo a pergunta? Porque não vai colar.
E o mais importante, confiança quebrada, não se recupera com uma simples conversinha, a pessoa pode até entender e desculpar. Mas não vai esquecer e vai pensar 1.856.482 vezes antes de acreditar em você de novo. Inclusive em sua conversa explicativa.
Mas uma mentirinha boba, todo mundo conta, né!!!
Ah, mais uma dica, a última vez em que eu tive dúvidas em dar uma resposta, prestei bem atenção na pergunta e daí foi fácil, fácil, nem precisei me desgastar, falei a verdade, a verdade para a pergunta que me fizeram. Simples assim.
Fui.
Beijooooosssss
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