Não há coisa mais divina, que ser mãe. Mas, me lembro perfeitamente das fases em que, desejei e não desejei isso para a minha vida. Em que me julguei não merecedora dessa maravilha.
Tenho medo, e acredito ser natural, de não conseguir ser a melhor mãe do mundo, porque é essa mãe que eu quero ser. A melhor.
É uma responsabilidade incrível, gerar um anjo no ventre e cuidar dele com todo o seu amor e carinho. Ensinar-lhe sobre a fé, educá-lo da forma correta, fazer dele alguém de verdade. E especial, que possa ser um bom homem, ou mulher, alguém de quem possamos nos orgulhar.
Por isso tenho medo, de ter esse serzinho mágico, que um dia vai mudar minha vida. Mas, minha mãe sempre diz:_ As crianças gostam de você, é engraçado como elas gostam de você, e não se preocupe filha, quando chegar a hora de você ser mãe, vai mudar tudo!! E de repente você pensa que estava pronta o tempo todo, só esperando esse momento chegar.
Criança é tudo de bom. Quando o dia não vai bem, ou você acha que acabou. É só uma olhadinha nos olhinhos pequeninos e apertados de qualquer uma delas e a esperança jorra feito água em cachoeira. Quando vejo eles tropicarem em seus pézinhos, me pergunto se eu terei a sorte de criar uma figurinha dessas. Aos meus 23 anos, lembro de desejar onze filhos. Dois time de futsal, e um reserva, só pra mim. A mamãe é o juiz.
Me lembro de ter desistido da idéia, por me sentir sozinha, incapaz de formar uma família, com muito pouco amor em mim, que pudesse receber essa dádiva nos braços, por sentir a falta do amor necessário para esse feito. Houve momentos em que me apavorei literalmente, com a idéia de ser mãe, tive um medo fora do normal, e cheguei a negar isso a mim mesma, ach que estava perdida demais, e sozinha demais. Mas a vontade tem aparecido estranhamente nos meus pensamentos, não para agora, é só um desejo. Mas a idéia de não acontecer nunca, não passa mais pela minha cabeça.
Álias me recordo das tardes de fim de semana, quando eu ainda era adolescente, acho que uns 16 anos, e todos os meus priminhos de 3 a 8 anos, sentavam-se em volta de mim, e eu me tornava a contadora de histórias. Na época, eu não soube entender esse momento, mas já estava aprendendo.
É estranho, mas me sinto confortável, em deixar a vida acontecer comigo. Não sei se haverá a hora, quiça se ela virá, mas me sinto disponível para que a vida aconteça. Não tenho nada preparado, nenhum plano, marido, namorado, nada disso. Mas venho amadurecendo de um jeito esquisito, que me deixa favorável para acreditar, que pode sim, acontecer comigo.
E sinceramente desejo agora, mais que nunca, poder ser na minha hora, a melhor mulher, esposa, mãe e avó, que eu puder.
ser ou não ser mãe? eis a questão...
ResponderExcluireu venho refletindo muito sobre isso. engraçado que a gente "decide" as coisas e depois "des-decide"! Eu já tenho marido, casa própria, emprego, e sei que meu companheiro é a pessoa perfeita pra dividir comigo essa bênção e responsabilidade, mas ainda assim é algo que me tira o sono, sabia? Acho que da época dos 16 anos ainda me restou um feminismo meio radical que me faz pensar que a maternidade significa abdicar da minha própria vida em outras áreas. Por enquanto tá "planejado" pro final de 2011.. como se essas coisas pudessem ser planejadas assim.
Bjo!
eu tinha postado um comentário aqui, não tinha??
ResponderExcluirPosta um agora hahahaha .....
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